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Acidente com avião que combatia chamas em Abrantes não teve feridos

Por | 11 agosto, 2017 as 4:05 pm | Nenhum comentário

Da Redação
Com Lusa

Um avião médio anfíbio que combatia o incêndio em Abrantes embateu na tarde de 11 de agosto nas linhas de transporte de eletricidade, na zona de Braçal, tendo feito uma aterragem de emergência e ficado inoperacional.

“Cerca das 14:00, uma das aeronaves integradas na operação de combate ao incêndio de Abrantes, um avião médio anfíbio Fire Boss, embateu nos fios de eletricidade na zona do Braçal e teve de efetuar uma aterragem de emergência em Proença-a-Nova, tendo ficado com danos que a tornaram inoperacional”, disse à agência Lusa Patrícia Gaspar, adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

“Não há feridos a registrar e estamos a efetuar diligências para substituir esta aeronave no teatro de operações. Um helicóptero também perdeu hoje o balde de transporte de água mas não sofreu danos e continua a operar”, acrescentou.

O incêndio de Abrantes “continua ativo, com uma frente, e, comparando com o dia de ontem (quinta-feira), tem o teatro de operações mais estabilizado e sem situações críticas em curso”, avançou Patrícia Gaspar, tendo afirmado ser “muito difícil” perspetivar a conclusão deste incêndio.

Segundo a porta-voz da ANPC, “as principais dificuldades no terreno prendem-se com o muito calor, vento e reativações, que estão a conseguir ser combatidas pelo dispositivo” presente no local, tendo identificado as localidades de “Braçal, Ribeira da Brunheta, Medroa, Aldeia do Mato e Pucariça” como sendo os locais das reativações das chamas.

O incêndio em Abrantes, no distrito de Santarém, está ativo desde quarta-feira e, cerca das 17:00, estava a ser combatido por 700 operacionais, 215 viaturas e 9 meios aéreos, segundo a responsável. O fogo causou o corte de várias estradas na zona, nomeadamente a Estrada Nacional (EN) 3, a EN 358, a Estrada Municipal (EM) 544 e a EM 1212-1, além da evacuação de quatro aldeias.

Evacuação no Porto

O incêndio ativo na Trofa e Maia obrigou à evacuação de casas em Folgosa e Vilar de Luz e está a ser combatido por 81 homens, disseram fontes oficiais.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS) do Porto disse à Lusa que o incêndio ativo na Trofa e Maia contava com “81 homens de várias corporações de bombeiros”, com “21 viaturas” e “três meios aéreos”.

O CDOS do Porto adiantou que ia ser “montado um posto de comando no local do incêndio ativo”. Fonte da Corporação dos Bombeiros de Santo Tirso disse à Lusa que as chamas já destruíram armazéns e obrigaram à evacuação de casas em Folgosa e Vilar de Luz.

A mesma fonte adiantou que o bombeiro que foi assistido no local do incêndio e transportado para o hospital de Famalicão já recebeu alta hospitalar e que sofreu uma “contração muscular devido ao esforço”.

Uma criança que se sentiu mal no interior de um carro na A3, com o estresse do fogo e que inalou fumos, foi transportada para o Hospital de São João, no Porto, mas não é considerado ferido ligeiro, acrescentou a mesma fonte dos Bombeiros de Santo Tirso.

Santarém, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Viseu

A Proteção Civil destacou, pelas 19:00, a ocorrência de cinco fogos que lavram nos distritos de Santarém, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Viseu, indicando que foi necessário fazer “defesas perimétricas” para proteção das aldeias e das populações afetadas.

“Tem sido uma tarde muito trabalhosa para os bombeiros e para os demais agentes da Proteção Civil, que têm estado empenhados ao longo de todo o dia de hoje nas já cerca de 160 ocorrências que registamos desde as 00:00 de hoje”, declarou a adjunta de operações Patrícia Gaspar, revelando que das cerca de 160 ocorrências registadas, 17 estão ainda em curso, empenhando 2.000 operacionais e 600 meios terrestres.

Gaspar destacou como ocorrências importantes cinco fogos, além do concelho de Abrantes, um no concelho da Mealhada, em Aveiro, um no concelho de Cantanhede, em Coimbra, um no concelho de Cadaval, em Lisboa, e outro no concelho de Nelas, em Viseu.

“Temos indicação que foi necessário fazer defesas perimétricas, proteção das aldeias, das pessoas e dos seus bens”, declarou a responsável da ANPC, precisando que tal se verificou nos cinco principais incêndios.

No distrito de Aveiro, o fogo que deflagrou na quinta-feira, pelas 12:30, no concelho de Mealhada sofreu hoje uma reativação, mantendo-se em curso.

Já os incêndios que lavram no concelho de Cantanhede, em Coimbra, no concelho de Cadaval, em Lisboa, e no concelho de Nelas, em Viseu, são ocorrências que surgiram hoje, avançou Patrícia Gaspar.

De acordo com a responsável da ANPC, encontram-se no combate aos fogos cerca de 28 grupos de reforço dos corpos de bombeiros, continua a operar o avião marroquino, uma parelha de aviões ‘canadairs’ de Espanha, dez plutões militares a colaborar nas ações de vigilância pós rescaldo, 17 equipes de vigilância de militares e outras equipas que decorrem de protocolos com câmaras municipais.

O forte dispositivo de resposta ao combate dos incêndios em curso tem em consideração “o estado de alerta laranja que se mantém válido para todos os distritos do continente”, frisou Patrícia Gaspar.



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