MUNDO turismo
 

20/DEZ/07

 

Turismo luso no Brasil cai até 25% com valorização do real


Da Agencia Lusa

Com a valorização do real, o Brasil ficou mais caro e os portugueses deixaram de escolher o país com tanta freqüência para passar férias, tendo o destino sofrido este ano quedas de até 25% para alguns operadores, afirmou o presidente da APAVT (Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo), que realizou em Búzios no Rio, o seu XXXIII Congresso anual, no início de dezembro.

Em declarações à agência Lusa, João Passos referiu que em 2007, o “out-going”, ou saída de turistas portugueses para férias no exterior, estagnou em relação a 2006. E assistiu-se a “quedas grandes nas saídas para o Brasil”. “Os operadores turísticos apostaram muito no Brasil e tiveram de derivar para outros destinos”, explicou João Passos.

Como afirmou o presidente da APAVT, alguns operadores “registraram quedas nas reservas entre 20 e 25%” o que “não sendo esperado, também não surpreendeu muito”.

O administrador do Mundo Vip, operador turístico do grupo Espírito Santo Viagens, Pedro Costa Ferreira, afirmou à agência Lusa que "em 2007, o destino Brasil não foi isento de dificuldades", sem dar mais detalhes acerca dos problemas que a sua operação enfrentou. No entanto, não deixa de realçar que aquele "continua a ser um importante destino no mercado português, apesar dos constrangimentos que enfrenta".

Pedro Costa Ferreira explicou, tal como João Passos, que, depois do êxito dos últimos anos, e atendendo à reduzida dimensão do mercado português, o Brasil "é um destino maduro".

As viagens, principalmente para locais mais longínquos, foram afetadas pela subida acentuada do preço do petróleo nos últimos meses, quando atingiu máximos históricos, encarecendo os deslocamentos aéreas, argumentou o administrador do Mundo Vip.

Pedro Costa Ferreira apontou ainda "a forte valorização do real", o que foi desfavorável face a outros destinos. Mas, o Mundo Vip "continua a apostar e a acreditar" no negócio do destino Brasil, insistiu.

Para o presidente da APAVT existe ainda outra situação que não ajudou à divulgação e maior sucesso dos destinos Brasil em Portugal. “A promoção é pouca e não muito bem orientada”, defendeu, ao mesmo tempo em que falava sobre importância de apresentar “um outro Brasil”, além do sol e praia, como a vertente histórica ou do Pantanal.

E, visando estes dois interesses como produto turístico, a TAP anunciou a aposta em ligações aéreas para Belo Horizonte, contemplado a História, e para Brasília, com ligação ao Pantanal, recordou João Passos.


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