Que
lugar poderia reunir todo prazer das águas das belas praias do
Caribe, com a arquitetura colonial européia e a um simpático povo
multicultural? Em Curaçao, um paraíso que fica nas Antilhas
Holandesas, ao sul do Caribe e a 60 km da costa Venezuelana. As
águas cristalinas e mornas das praias são o bem mais precioso da
ilha, que oferecem ao visitante 40 metros de visibilidade e uma
temperatura de 23º C.
A
areia branca e as águas com cores que variam do verde ao azul são
sempre convidativas para a prática do mergulho, do snorkel ou,
simplesmente, para nadar ou boiar, já que as próprias para banho
têm pedras que as transformam em piscinas naturais. Há 38 praias
para desfrutar e as melhores estão no sul e ao oeste da ilha. Mas,
antes de cair na água, voltemos um pouco.
Para sair de São Paulo e chegar à capital de Curaçao, Willemstad,
são oito horas de vôo pela Avianca, incluindo uma escala em
Bogotá, na Colômbia. Há também pacotes turísticos para o Reveillón
e para o mês de janeiro, pela ADV Tour e pela CVC.
Ilha com apenas 150 mil habitantes e uma área de 472 km2 (do mesmo
tamanho de Florianópolis), Curaçao tem pouca diferença de fuso
horário em relação ao Brasil. É uma hora a menos do que em
Brasília e duas horas no horário de verão. A capital Willemstad é
dividida pela baia de Santa Ana, em duas partes: o lado
residencial de Otrabanda e o centro comercial e turístico de Punda,
por uma ponte móvel, feita de metal, chamada Emma. A ponte abre e
fecha em diferentes horários para a passagem de enormes navios.
Então, se atravessar a ponte Emma e, ao voltar, não encontrá-la,
não se preocupe. Há um ferryboat que leva, de graça, de um lado a
outro da cidade.
Herança holandesa
Não haverá problemas, já que o centro de Willemstad tem uma
arquitetura holandesa que convida a andar em uma cidade
cenográfica. As casas todas coloridas tornam o lugar ainda mais
charmoso. Dizem os curaçolenhos que o governador-geral pediu para
que todos os imóveis, que antes eram brancos, fossem pintados em
diferentes cores. Ele acreditava que o escaldante sol da ilha, que
brilha o ano todo, refletia nas paredes brancas e piorava suas
crises de enxaqueca.
E
este é um mal que não dá para sentir em Curaçao, já que o stress
ainda é uma palavra desconhecida para os moradores da ilha. O
comércio abre às 9h e fecha entre 12h30 e 14h para o almoço.
Pontualmente às 18h, encerra. Não adianta pedir para entrar se a
loja já estiver fechada. Em Punda, se concentram as lojas de
eletrônicos, relógios, bolsas, jóias e perfumes, que são ofertados
a preços muito bons. A região também é onde se localiza a
residência do governador e concentra atividades comerciais, como
feiras de artesanato e um mercado flutuante, que é formado por
barcos com lonas coloridas, onde são vendidos frutas, legumes e
verduras da Venezuela.
Se
terminou de conhecer Punda, cruze para Otrabanda pela ponte Emma.
Mas, se estiver motorizado, use a ponte Juliana (foto), que ganhou
esse nome em homenagem à avó da rainha-mãe Juliana, da Holanda.
Ela tem mais de 60 metros de altura, já que enormes
transatlânticos passam por baixo dela. Juliana talvez seja o único
sinal de gigantismo da ilha, que quase não tem prédios altos. Há
ainda uma terceira ponte, Wilhemina, tipicamente holandesa, que
completa o complexo de pontes três Rainhas.
*A viagem teve o apoio da Oficina de Turismo de Curaçao