Os clientes dos dois
hotéis Íbis, em Lisboa e Porto, as primeiras unidades 100% sem
tabaco em Portugal, reagiram bem à alteração para a categoria
não-fumantes e, um ano após decisão, a ocupação evolui bem.
Uma fonte da rede do grupo Accor em Portugal disse à Agência Lusa
que o hotel Íbis Porto S. João registrou um aumento de 17 pontos
na taxa de ocupação entre janeiro e julho deste ano, em comparação
ao mesmo período de 2006, o que significou um aumento de 4 mil
diárias.
A unidade foi
aberta em 2005 e “ainda está numa fase ascendente de crescimento”,
o comportamento habitual para um hotel que entrou no mercado. A
evolução prevista para o Íbis do Porto não foi afetada pela
decisão de passar a ser exclusivamente dedicado a não-fumantes,
segundo a fonte.
Já o Íbis Liberdade
apresentou uma ocupação acumulada superior a 85%, nos primeiros
sete meses do ano, mantendo a taxa do mesmo período de 2006,
informou a fonte. O caso do Íbis Liberdade, na capital lusa, é
diferente da unidade do Porto pois se encontra na chamada
"velocidade cruzeiro". Depois de cerca de sete anos em atividade,
apresentando já "um crescimento menos acelerado, uma taxa de
ocupação superior a 85% é muito bom" para a Accor.
No início de agosto, mais uma unidade exclusivamente destinada a
não-fumantes foi anunciada para o mercado português, em Portalegre.
O Hotel Candelária, aberto há três meses em Cabeço de Vide
(Fronteira, Portalegre), foi apresentado como o primeiro a ser
construído já com a finalidade de ser totalmente livre de tabaco,
a característica que o distingue dos Íbis, que foram remodelados.
Os promotores do Candelária disseram à Agência Lusa estarem
satisfeitos com o resultado do investimento de cerca de 5 milhões
de euros (R$ 13,3 milhões) de capital próprio colocado neste
projeto e garantiram que a especificidade da unidade de proibir o
tabaco não tem afastado clientes.
Ainda pouco conhecido, o novo hotel da região de Portalegre, com
50 quartos e duas suítes, tem uma ocupação média de cerca de 40%
que a gerente espera aumentar.
O diretor do Íbis Lisboa Liberdade, Mauro Zanotti, disse em
setembro de 2006, quando apresentou as unidades sem tabaco, que o
custo da transformação de um hotel em 100% livre de tabaco é
diferente de acordo com sua dimensão, característica e idade.
No caso do Íbis Lisboa Liberdade o investimento foi superior a 20
mil euros (R$ 53,4 mil), demorou dois meses e meio e implicou em
limpeza ou substituição de cortinados, colchões, almofadas ou
carpetes. Portugal é o segundo mercado onde o grupo trabalha com
esta medida, depois do seu país de origem, a França, onde já estão
em funcionamento alguns Íbis 100% sem tabaco.