MUNDO turismo
 

05/SET/07

 

Hotéis para não-fumantes ganham espaço em Portugal


Da Agencia Lusa

Os clientes dos dois hotéis Íbis, em Lisboa e Porto, as primeiras unidades 100% sem tabaco em Portugal, reagiram bem à alteração para a categoria não-fumantes e, um ano após decisão, a ocupação evolui bem.

Uma fonte da rede do grupo Accor em Portugal disse à Agência Lusa que o hotel Íbis Porto S. João registrou um aumento de 17 pontos na taxa de ocupação entre janeiro e julho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2006, o que significou um aumento de 4 mil diárias.

A unidade foi aberta em 2005 e “ainda está numa fase ascendente de crescimento”, o comportamento habitual para um hotel que entrou no mercado. A evolução prevista para o Íbis do Porto não foi afetada pela decisão de passar a ser exclusivamente dedicado a não-fumantes, segundo a fonte.

Já o Íbis Liberdade apresentou uma ocupação acumulada superior a 85%, nos primeiros sete meses do ano, mantendo a taxa do mesmo período de 2006, informou a fonte. O caso do Íbis Liberdade, na capital lusa, é diferente da unidade do Porto pois se encontra na chamada "velocidade cruzeiro". Depois de cerca de sete anos em atividade, apresentando já "um crescimento menos acelerado, uma taxa de ocupação superior a 85% é muito bom" para a Accor.

No início de agosto, mais uma unidade exclusivamente destinada a não-fumantes foi anunciada para o mercado português, em Portalegre. O Hotel Candelária, aberto há três meses em Cabeço de Vide (Fronteira, Portalegre), foi apresentado como o primeiro a ser construído já com a finalidade de ser totalmente livre de tabaco, a característica que o distingue dos Íbis, que foram remodelados.

Os promotores do Candelária disseram à Agência Lusa estarem satisfeitos com o resultado do investimento de cerca de 5 milhões de euros (R$ 13,3 milhões) de capital próprio colocado neste projeto e garantiram que a especificidade da unidade de proibir o tabaco não tem afastado clientes.

Ainda pouco conhecido, o novo hotel da região de Portalegre, com 50 quartos e duas suítes, tem uma ocupação média de cerca de 40% que a gerente espera aumentar.

O diretor do Íbis Lisboa Liberdade, Mauro Zanotti, disse em setembro de 2006, quando apresentou as unidades sem tabaco, que o custo da transformação de um hotel em 100% livre de tabaco é diferente de acordo com sua dimensão, característica e idade.

No caso do Íbis Lisboa Liberdade o investimento foi superior a 20 mil euros (R$ 53,4 mil), demorou dois meses e meio e implicou em limpeza ou substituição de cortinados, colchões, almofadas ou carpetes. Portugal é o segundo mercado onde o grupo trabalha com esta medida, depois do seu país de origem, a França, onde já estão em funcionamento alguns Íbis 100% sem tabaco.


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