Após toda a polémica
que girou em torno da possibilidade da TAP não proceder à
actualização de cursos de segurança de vôo para as suas
hospedeiras e comissários de bordo, a companhia aérea nacional vem
agora a público afirmar ter “como prioridade máxima a segurança de
vôo, facto internacionalmente reconhecido e um ex-líbris que
sempre mereceu a atenção máxima de todos os seus responsáveis”.
Em comunicado de
imprensa, a TAP refere ter sido uma das primeiras empresas a obter
a certificação IOSA - IATA Operational Safety Audit Programme –,
uma certificação que apenas pode ser atribuída “após comprovação
de que cumpre, na sua totalidade, os requisitos exigidos em
relação à segurança operacional e tem de ser revalidada a cada
dois anos, a última em Outubro de 2006”.
No que se refere ao
pessoal navegante de cabine, e contrariando as acusações dos
últimos dias, a transportadora aérea portuguesa diz que todos eles
têm “formação completa sobre os procedimentos de segurança a
bordo, bem como de primeiros socorros”, uma vez que “tanto o
conteúdo dos cursos como a formação dos seus formadores têm de ser
submetidos à aprovação oficial das entidades competentes”.
A TAP reconhece, no
entanto, que devido “a uma elevada carga de formação de novos
Comissários / Assistentes de Bordo ab initio”, este ano o programa
de refrescamento sofreu um ligeiro atraso na sua execução, mas que
vai ser cumprido na íntegra, assegurando que o ligeiro atraso “em
nada vem comprometer a segurança dos seus passageiros”.