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01/DEZ/06
Brasil: a toda velocidade no setor marítimo
Com a chegada dos estreantes Grand Voyager e do
Sky Wonder, a operadora CVC contribui para a popularização dos
cruzeiros no País.
Fernando Porto * |
Agência Porto de Notícias
O espanhol Antonio Toledo já passou por todas as
situações que se pode esperar de um comandante de navio: trabalhou
em grandes transatlânticos, enfrentou tempestades e já até
realizou um casamento a bordo entre um tripulante hondurenho e uma
colombiana. Agora, sua missão é cativar os turistas brasileiros em
sua primeira temporada de verão no comando do navio Grand Voyager,
considerado o mais veloz cruzeiro do mundo, atingindo até 28 nós
de velocidade (52 km por hora). É também em velocidade máxima que
o presidente da CVC, Guilherme Paulus, avança no mercado marítimo,
iniciando a operação exclusiva do Grand Voyager em águas
brasileiras, junto com outro navio espanhol: o Sky Wonder.
APN
“O
Voyager é tão rápido que nos permitirá até operar cruzeiros
exclusivos no País, como um roteiro semanal de Fortaleza a Santos,
por exemplo”, garantiu Paulus, durante coletiva de imprensa a
bordo do navio, em viagem-apresentação para o trade turístico.
Segundo o empresário, a crise nos aeroportos contribuiu para que
as vendas de cruzeiros marítimos já atingissem 80% de toda a
oferta, tanto do Grand Voyager (capacidade para 836 passageiros) e
Sky Wonder (1.550 turistas) como dos já conhecidos Blue Dream
(para 800 pessoas), Mistral (1.550 passageiros) e Pacific (650
turistas).
Apesar de oferecer suítes luxuosas em seus navios – uma do Voyager
tem uma impressionante janela panorâmica em deque superior –
Guilherme Paulus não esconde que seu maior público é a classe
média.. “Nunca senti vergonha de atuar com o turismo de massa”,
garante o presidente da CVC. Sobre o Grand Voyager, Paulus destaca
sua estrutura de “autêntico resort”, com um spa completo para
tratamento estético e massagens. O empresário também lembra com
humor que o navio foi utilizado nas filmagens do “Cruzeiro das
Loucas”, com o ator Cuba Gooding Jr.
Aliança com hotéis
APN
Sobre
a polêmica da Associação Brasileira dos Resorts, que vem acusando
o setor marítimo por tomar parte de seu público por seus preços
mais baixos, o presidente da CVC coloca panos quentes, ao afirmar
que os cruzeiros são parceiros da hotelaria na divulgação dos
destinos. “Além disso, é possível conciliar uma viagem de
cruzeiros com uma noite de hospedagem em resorts, como já vem
sendo feito em Cancún. Ou pelo menos com um ‘day use’ no qual o
passageiro do navio acaba conhecendo a estrutura do hotel”, afirma
o empresário, que também não deixa de fazer uma distinção dos dois
públicos: “Geralmente as famílias com filhos pequenos procuram os
resorts por causa dos espaços maiores para recreação. Já os
cruzeiros agradam os filhos maiores por causa da badalação.” O
empresário também comemora seus investimentos hoteleiros no País,
ao lembrar que seu novo resort em Aracaju, a ser inaugurado em
2007, já tem várias reservas antecipadas de empresas para eventos.
Diversão em alto mar
Mesmo não sendo a maior das
embarcações da CVC na temporada, com 180 metros de comprimento – o
que causa um balanço maior em alta velocidade, um ponto negativo
para os estômagos mais sensíveis – o Grand Voyager se destaca por
concentrar tudo o que se pode esperar de diversão em um navio para
turistas brasileiros: cabines claras e confortáveis, restaurantes
temáticos (com almoços-buffet e jantares à la carte), quatro
bares, um fitness center completo, um spa com massagens e saunas,
biblioteca, computadores com Internet, um cassino (bem pequeno),
um teatro para shows variados e uma danceteria que garante
badalação todas as noites. No total, são seis deques e 418 cabines
- 292 externas - com capacidade para receber até 836 passageiros
APN
Além
das três refeições diárias, o bar da piscina oferece pizza e
hambúrguer quase 24 horas por dia. Bebidas são cobradas à parte e
em moeda americana. “Queremos implantar o sistema all inclusive na
próxima temporada porque é melhor para o turista brasileiro, que
não gosta de ficar controlando os refrigerantes a mais dos
filhos”, anuncia Guilherme Paulus, com seu habitual bom humor e
simplicidade que cativa os clientes.
Boa parte da tripulação fala português (25% são brasileiros) e o
restante arrisca um portunhol. O Grand Voyager oferecerá 27
mini-cruzeiros de três ou quatro noites durante a temporada de
verão (até fevereiro de 2007), desde o tradicional que sai de
Santos para Búzios, Cabo Frio e Angra dos Reis, até os que passam
pelas cidades de Aracaju (SE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB),
Maceió (AL), Natal (RN), Porto Seguro (BA), Recife (PE), Rio de
Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Vitória (ES).
No próximo Réveillon, o Grand Voyager aportará na Praia de
Copacabana (RJ) para o tradicional espetáculo de fogos de
artifício. No Carnaval, a folia estará garantida em Porto Seguro.
Em sua despedida do País, em março de 2007, o navio partirá para a
Europa, com passagens por Valencia, Villefranche (Nice), Livorno,
Civitavecchia (Roma), Nápolis e Túnis.
*Representando a revista Flash Viagem,Fernando Porto viajou no
Grand Voyager, a convite da CVC
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