MUNDO turismo

29/NOV/06

 

África do Sul em trem de primeira classe

Glamour, suítes espaçosas e cenários românticos encantam os viajantes a bordo do Rovos Rail, que percorre as mais famosas atrações sul-africanas

Por Leila Fernanda | Agência Porto de Notícias

Se a intenção é viajar em primeira classe pela África do Sul, o Rovos Rail está no topo da lista para ser escolhido. A elegância dos funcionários no atendimento, a decoração clássica e a atmosfera romântica de outros tempos explicam porque o trem vem a cada temporada consolidando sua reputação mundo afora. Assim como as excepcionais paisagens percorridas pela locomotiva, o país mostra que o serviço de bordo faz do Rovos Rail, um trem igualmente excepcional.
 

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Atravessando todo o sudoeste - da Cidade do Cabo até a capital sul-africana, Pretoria - os turistas podem apreciar o “Cape Fortess”, uma das construções mais antigas do país e que abriga hoje um museu militar e o Cabo da Boa Esperança - onde, no passado, navegadores europeus sofreram naufrágios devido à grande agitação do mar. A Rota Jardim com seus imensos lagos e baías para a prática de esportes aquáticos, as enormes quedas d´água da Victoria Falls e o Parque Nacional de Karoo - localizado na região semi-árida da África do Sul e berço de sítios arqueológicos e cavernas esculpidas de calcário - completam os cenários que aguardam os 72 viajantes sobre os trilhos do Rovos Rail.

Ao contrário do Blue Train, esse percurso de 1.600km no Rovos Rail demora três dias. Ele realiza paradas estratégicas para permitir a passagem de animais e comboios que surgem durante o trajeto. Para que os passageiros possam desfrutar com comodidade a longa viagem, o trem possui uma infra-estrutura ímpar. Os 36 quartos são espaçosos e equipados com mesa, cofre individual, frigobar e secador de cabelo. Os destaques ficam por conta das suítes reais que possuem um lounge próprio e um toalete completo que inclui banheira em estilo vitoriano e uma ducha aromatizada. O serviço de quarto fica à disposição 24 horas.
 

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Na traseira do trem, estão instalados os “vagões de observação”. Alguns possuem enormes janelas e balcões abertos para aqueles que não querem perder nem um momento das belezas da savana e do litoral africano. Outros são exclusivamente para uso dos fumantes inveterados.

Um detalhe importante: não há televisor e nem rádio nas áreas públicas e nas cabines. Tudo para preservar e reviver a atmosfera dos séculos passados com o máximo de glamour. Esse trabalho ficou a cargo do próprio dono, Rohan Vos que, ao adquirir a locomotiva em 1986, restaurou minuciosamente todos os vagões ao estilo eduardiano (referência ao rei Eduardo IV que governou com mão de ferro a Inglaterra e suas colônias).

A gastronomia do Rovos Rail também merece atenção especial. Um time de profissionais procura atender as solicitações de cada viajante, oferecendo menus variados que vão da exótica culinária africana até especialidades da cozinha internacional. Nos jantares, os pratos são servidos na mais fina porcelana chinesa e acompanhados com vinhos fabricados no país. Cada vagão-restaurante tem capacidade para 42 pessoas, que ao contrário do luxuoso ambiente noturno, durante o dia, oferece espaço para momentos mais informais com turistas de bonés e bermudas.


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