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Quarta-feira | 02 ABR 08

Preservação de poder
Chanceler português critica "política de capelinhas"

O chanceler português disse que essa atitude, a que também chamou de "preservação de poder", impede um melhor aproveitamento da língua portuguesa enquanto valor de promoção da política externa.

Da Redação
Portugal Digital

A ex-ministra da Cultura, Isabel Pires Lima, disse à rádio TSF de Lisboa que concorda com o diagnóstico de ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Tal como o ministro dos Negócios Estrangeiros, considera que há excesso de "política de capelinhas" nas relações entre os vários ministérios.

Num debate sobre política externa, Luís Amado criticou o que chamou de "política de capelinhas", praticada pelo Ministério da Cultura e também pelos ministérios da Economia e dos Negócios Estrangeiros.

O chanceler português disse que essa atitude, a que também chamou de "preservação de poder", impede um melhor aproveitamento da língua portuguesa enquanto valor de promoção da política externa.

Em declarações à TSF, a ex-ministra da Cultura disse que concorda com Luís Amado. Isabel Pires de Lima defendeu que há de fato uma descoordenação entre os ministérios da Cultura, dos Negócios Estrangeiros e da Economia, que acaba por lesar os interesses do país.

Para a antiga governante, o Governo deve, no futuro, apostar numa planificação feita a tempo e horas, que não dependa de quem são os responsáveis pelas pastas governamentais que cuidam da promoção de Portugal no estrangeiro.

 

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