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Ronaldo Andrade

ENTRADA >> Consulado de Santos |
Num despacho publicado no Diário da
República de Portugal no dia 12 de março, o ministro dos Negócios
Estrangeiros, Luís Amado, autorizou a criação de sete consulados
honorários, entre eles o de Santos, que será dependente do
Consulado de São Paulo.
Desta forma, o consulado santista continua
a atender o público da Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral
Norte. A representação consular terá a jurisdição sobre os
municípios de Apiaí, Barra do Turvo, Cananéia, Capão Bonito,
Cubatão, Eldorado, Guapiara, Guarujá, Iguape, Ilhabela, Iporanga,
Itanhaém, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Mongaguá,
Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Peruíbe, Praia Grande, Registro,
Ribeira, Ribeirão Branco, S. Sebastião, S. Vicente e Sete Barras.
Para o presidente da Sociedade União
Portuguesa de Santos e coordenador do Conselho das Comunidades
Portuguesas, José Duarte de Almeida Alves, que deu em primeira mão
ao Mundo Lusíada a notícia da publicação do despacho, a criação do
consulado honorário é uma conquista da comunidade portuguesa. “Não
poderíamos deixar de ter uma representação consular aqui na
região, devido ao serviço prestado a nossa população”.
Os consulados honorários representam o
Estado português, mas não tratam de atos consulares, como por
exemplo o registro civil e a emissão de documento de
identificação. Entretanto, em alguns casos o Governo pode
autorizar o cônsul honorário a realizar alguns desses
procedimentos.
Procurado pela reportagem, o Consulado
Português de Santos, representado pela secretária do cônsul, Norma
Guedes, disse que por enquanto não comentaria a decisão do Governo
Português.
A luta pelo Consulado
Aprovada em 2007, a reestruturação consular consistia num plano do
governo português que prometia centralizar o atendimento aos
portugueses no mundo, em alguns Consulados, e reduzir gastos
desativando unidades consulares em diversos países, dentre elas o
Consulado de Portugal em Santos.
O Conselho de Ministros já havia aprovado
a reestruturação consular com modificações em relação ao projeto
apresentado em dezembro de 2006, decidindo encerrar 11 consulados
e não os 17 inicialmente previstos. Em março do ano seguinte, o
secretário de Estado das Comunidades, António Braga, anunciou as
linhas gerais da reestruturação, com recuos na França e Estados
Unidos, países onde os emigrantes mais contestaram os
encerramentos previstos.
Desde o ano passado, muitos protestos e
reuniões entre representantes da comunidade portuguesa da Baixada
Santista, incluindo os encontros em Lisboa, marcaram a agonia
desta comunidade portuguesa que, com o seu fechamento em Santos,
deveria se deslocar até o Consulado de Portugal em São Paulo para
atendimento.
E neste mês, o governo divulgou a decisão
de permanecer um Consulado Honorário em Santos, atendendo, em
algumas questões, os portugueses residentes no litoral paulista,
uma média de 90 mil portugueses e descendentes.
O presidente do Conselho da Comunidade do
Estado de SP, Antonio de Almeida e Silva, disse ao Mundo Lusíada
que a decisão, apesar de ser dos "males o menor", ainda é um erro
perante a comunidade da região.
Ele questionou, em Lisboa, o Secretário de
Estado Antonio Braga, que defendeu a utilização dos mesmos
parâmetros em todos países com Consulados Portugueses. Três nomes
estão sendo cotados para estar à frente do Consulado, mas ainda
sem decisão anunciada.