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Valter Campanato
- 15.jan.08/ABr

HAVANA (CUBA) >> Presidente da Petrobras, Sérgio
Gabrielli, durante entrevista coletiva na residência oficial
da Embaixada Brasileira |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
disse domingo, 17 de fevereiro, que as informações contidas nos
equipamentos furtados da Petrobras eram "segredos de Estado" e que
o governo vai conduzir a investigação sob um "ponto de vista
estratégico".
"Queremos saber o que aconteceu de
verdade, porque são apenas três empresas no mundo que trabalham
com esse trabalho de prospecção e portanto, roubaram os softwares
que continham informações que eram segredo de estado", afirmou
Lula, em entrevista coletiva durante visita à Antártida.
De acordo com o presidente, é preciso
aguardar “com tranqüilidade” as investigações, que estão sendo
conduzidas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a
Polícia Federal e equipes de segurança da Petrobras.
“É uma coisa difícil de ser roubada porque
estava dentro de um contêiner. Temos que aguardar com uma certa
tranqüilidade as investigações; não fazermos insinuações, acusando
ou inocentando qualquer pessoa; por enquanto estamos numa fase de
investigação.”
O presidente afirmou que a estatal tem
conhecimento de todas as informações sobre o conteúdo dos
notebooks e discos rígidos furtados. “Quem roubou não tem nada que
a Petrobras não conhecesse ainda.”
Em São Paulo, a ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, considerou “lamentável” o roubo de
informações estratégicas da Petrobras, anunciado dia 14. Ela
considerou um ato de “espionagem industrial”.
Dilma afirmou também que o fato não mudará
os planos do governo para a licitação da exploração de gás e
petróleo nos campos de Tupi e Júpiter, na Bacia de Santos. “Jamais
licitaríamos a exploração nos campos de Tupi e Júpiter nos padrões
anteriores, mas isso não decorre do sumiço destes documentos”,
afirmou. “Decorre da percepção clara de que o país tem de
preservar uma riqueza de proporções bastante significativa.”
Segundo a ministra, o roubo das
informações também não deve prejudicar a exploração das reservas:
"Como quem pegou estes dados vai chegar ao petróleo? Não tem
jeito".
Durante a apresentação, Dilma defendeu
ainda os investimentos e a pesquisa na área de biocombustíveis
para que o Brasil mantenha a liderança no setor.