As comunidades portuguesas radicadas na
França, Brasil, Estados Unidos e Venezuela são as que mais
perderão assentos no futuro Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP),
segundo a portaria que regulamenta as próximas eleições.
O CCP é órgão de consulta do governo
português para as políticas de emigração e para as comunidades
portuguesas no mundo.
A portaria da Secretaria de Estado das
Comunidades, que aguarda publicação oficial, mas à qual a Lusa
teve acesso, marca para 20 de abril o dia das eleições para o CCP,
definindo o novo mapa de distribuição geográfica e o número de
conselheiros a serem eleitos, assim como os respectivos círculos
eleitorais.
A nova composição do CCP sofrerá uma
redução no número de conselheiros eleitos pelas comunidades lusas
que vivem fora de Portugal, que passará a ser de 63.
A portaria de dezembro de 2007 atribui 26
conselheiros à Europa e 24 às Américas; a África terá oito
representantes e Ásia e Oceania mantêm cinco.
Na comparação com o sistema de 2003, o
número de eleitos será reduzido em quase 40%, com as maiores
perdas de conselheiros nas comunidades de França, Brasil, Estados
Unidos e Venezuela.
No continente americano, o Brasil passa de
14 para oito conselheiros, enquanto a Venezuela vê sua
representação ser reduzida pela metade, ficando com uma cota de
cinco.
Os Estados Unidos e o Canadá ficam,
respectivamente, com cinco e quatro conselheiros, na comparação
com os nove e sete membros que elegeram em 2003.
No que diz respeito às comunidades
residentes na Europa, a cota relativa à França será fixada em oito
conselheiros. Antes, o país detinha quase o dobro, 15.
A Suíça, atualmente com sete
representantes no CCP, verá seu número diminuir para quatro e
perderá autonomia, ficando agora em um círculo eleitoral com
Itália, Grécia e Áustria, embora seja a anfitriã da circunscrição.
A comunidade da Espanha passará a eleger
um só conselheiro, contra três em 2003.
A Alemanha, outro dos países europeus onde
vive uma grande comunidade portuguesa, terá quatro conselheiros,
perdendo um.
África e Ásia-Oceania são as regiões menos
afetadas pelo corte do número de representantes no CCP.
As comunidades residentes nos países
africanos poderão votar em oito conselheiros (um a menos do que em
2003), dos quais quatro continuarão na África do Sul.
Do grupo Ásia e Oceania - que mantém
direito a cinco conselheiros -, são agora excluídas as comunidades
de Macau, Hong Kong e Goa.
Para efeitos de eleição de conselheiros,
estes últimos três círculos eleitorais serão convertidos em Índia
e China e suas sedes ficarão nas capitais dos dois países - Pequim
e Nova Déli.