MUNDO política
 

13/DEZ/2007

 

Mosteiros dos Jerónimos, Lisboa

Assinado o "Tratado de Lisboa"

 

Mundo Lusíada
Com Lusa

Inácio Rosa/Lusa

Primeiro-Ministro e Presidente da UE, José Sócrates, juntamente com o Ministro português, Luís Amado, no centro, durante o Cerimônia de assinatura do Tratado de Lisboa, em Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa, Portugal, 13 Dezembro 2007.

O Mosteiro dos Jerónimos recebeu 27 líderes de países europeus, nesta quinta 13 de dezembro, para a histórica assinatura do Tratado de Lisboa.

Acordado na última Cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Européia, em 19 de Outubro, o Tratado representa o fim à grave crise política e institucional provocada pelo fracasso da Constituição Européia, rejeitada na França e na Holanda, e constitui o sucesso da atual presidência portuguesa da UE, que termina no fim do mês e ficará na história do processo de integração européia.

Perante os líderes dos 27 países da União presentes na cerimônia, José Sócrates sublinhou que a idéia que sempre motivou a atual presidência portuguesa da UE se resumiu em "fazer avançar o projeto europeu". “Um projeto que sempre foi generoso nos propósitos e ambicioso nos objetivos. Um projeto com provas dadas ao serviço da paz, do desenvolvimento e da afirmação dos valores que partilhamos”, sustentou Sócrates, presidente em exercício do Conselho Europeu de líderes da UE.

"O que aqui estamos a fazer já está na História. A História há de recordar este dia como um dia em que se abriram novos caminhos de esperança ao ideal europeu", sustentou o chefe do Governo português.

“Ao assinarem o Tratado de Lisboa, os Chefes de Estado e de governo - 50 anos depois da assinatura dos Tratados de Roma - estão a ajudar a União Européia a avançar no seu caminho comum em direção ao século 21”, afirmou presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert-Pottering. “Hoje demos um decisivo e convicto passo em direção à garantia de que os valores da liberdade, paz e prosperidade são possíveis juntos e não em oposição entre si", disse.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, preferiu não assistir a cerimônia oficial de assinatura do Tratado de Lisboa, para poder responder, na mesma manhã no parlamento britânico, questões do comitê de ligação da Câmara dos Comuns, que congrega os responsáveis dos comitês parlamentares e o interroga a cada seis meses. A ausência de Brown da cerimônia de assinatura foi criticada pela imprensa britânica, que o acusou de ceder à pressão dos eurocépticos do Reino Unido. Com o atraso, Brown ficou de chegar em Lisboa a tempo de almoçar com os seus homólogos europeus no Museu dos Coches e na seqüência, assinar sozinho o Tratado Reformador da UE.

Antonio Cotrim/Lusa

Manifestantes protestam contra a assinatura do Tratado de Lisboa durante as cerimônias em Lisboa.

Almoço com Vaias
O primeiro-ministro, José Sócrates, foi vaiado na entrada para o almoço com os presidentes e chefes de Governo da UE, no Museu Nacional dos Coches.

Minutos depois da assinatura do Tratado de Lisboa, no Mosteiro dos Jerônimos, o elétrico azul da Carris percorreu lentamente o percurso do mosteiro até o museu, junto ao Palácio de Belém. Sócrates foi o primeiro a sair e logo depois algumas dezenas de pessoas, mantidas pelas forças de segurança a alguns metros da entrada, começaram a vaiar o primeiro-ministro.

A vaia diminuiu de intensidade à medida que os convidados dos 27 entravam para o Museu Nacional dos Coches, onde o Presidente da República, Cavaco Silva, ofereceu um almoço aos líderes europeus. Os manifestantes gritaram frases como "trabalho sim, desemprego não".

 

Leia mais >>

» Artigo: Tratado de Lisboa - 50 anos após Roma" por Francisco Seixas da Costa

» Concurso sobre "Direitos Humanos" marca assinatura do Tratado de Lisboa

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