|
06/JUL/2007
UE-Brasil
Publicação conjunta traz agenda do futuro e solidariedade
Mundo Lusíada
No texto sobre a Cimeira UE-Brasil assinado em conjunto pelo
presidente Lula e o primeiro-ministro de Portugal Sócrates, o
relacionamento da Europa com o Atlântico Sul e do Brasil com a
Europa é citado como “uma nova era”. “Portugal e o Brasil há muito
partilham uma visão comum sobre a necessidade de institucionalizar
o diálogo ao mais alto nível, de reforçar a cooperação e de
definir linhas de ação mutuamente vantajosas entre a União
Européia e o Brasil”.
|
EU2007.PT

Lula
da Silva e José Sócrates |
De acordo com os autores, a cimeira assinala uma parceria
estratégica “abrangente e ambiciosa”, além de tratar de uma
cooperação com perspectivas promissoras diante de princípios e
valores comuns. “A parceria, que agora se instaura, permitirá
também melhor debater e resolver eventuais diferenças que existam
entre nós. O nosso compromisso ético com a Democracia, os
princípios do Estado de direito e da plena observância dos
Direitos Humanos facilitam o nosso entendimento em face dos
diversos cenários de crise. É nossa firme intenção cooperar,
apoiados nos mecanismos multilaterais pertinentes, em temáticas de
segurança pública, como a luta contra a criminalidade organizada,
os tráficos ilícitos ou as ameaças de natureza terrorista”.
A solidariedade coletiva, a redução da desigualdade e o
desenvolvimento sustentável, a luta contra a pobreza e a exclusão
social, a cooperação no combate às epidemias e uma maior
conscientização mundial sobre o meio ambiente, a utilização dos
recursos energéticos e enfrentamento da crise provocada pelas
mudanças climáticas são algumas das áreas abordadas das visões em
comum entre o Brasil e a União Européia.
Além disso, ambos, “pelos laços históricos e culturais que mantêm,
podem articular projetos triangulares de ajuda ao desenvolvimento
e à segurança energética em países mais necessitados, sobretudo na
África” divulga o texto. Mas sem descartar a participação de
outros países. “A Europa e o Brasil podem servir de eixo
mobilizador de um diálogo que também envolva os restantes países
do IBAS - Índia e África do Sul - na definição desta nova agenda
de solidariedade”.
As negociações entre o Mercosul-UE são prioritárias nesta
cooperação, mas continuando na aposta de “entendimento num quadro
mais global, que faça reviver as esperanças colocadas no ciclo de
Doha”. A determinação do bloco é construir uma agenda voltada ao
futuro, com intenção de “contribuir para uma maior solidariedade,
estabilidade e prosperidade à escala global”.
Confira o artigo na íntegra aqui >>
|