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05/JUN/2007
UE pede “sinal forte” do G8 contra aquecimento global
Da Redação
Com Agencia Lusa
O presidente da Comissão Européia da UE, o português José Manuel
Durão Barroso, fez na segunda-feira, 04 de junho, um apelo aos
líderes dos países mais industrializados do mundo para que adotem
medidas "urgentes" no combate às alterações climáticas.
Dirigentes dos países que compõem o G8, grupo dos sete países mais
ricos e a Rússia, estarão de quarta à sexta-feira (8 de junho) em
Heiligendamm (Alemanha) para anunciar medidas "urgentes" na luta
contra as alterações climáticas.
Durão Barroso, que representa a Comissão Européia na reunião,
destacou ainda que o compromisso no sentido da defesa do planeta
deverá ser estendido às economias emergentes, como Brasil, México,
China, Índia e África do Sul, que foram convidados para assistir a
uma parte da reunião.
O líder português também declarou que "chegou o momento" de que os
parceiros da UE dêem o próximo passo no sentido da conclusão com
sucesso da Rodada de Doha para a liberalização do comércio
mundial.
A Comissão Européia estima ser possível concluir as conversações
de Doha até o fim do ano, e a cúpula do G-8 deverá aprovar uma
declaração que incentive o encerramento com sucesso dessa rodada
de debates.
Durão Barroso, que representa a Comissão Européia na reunião de
Heiligendamm, pediu ainda ao G-8 para "enviar um sinal forte" em
favor da luta contra o aquecimento global.
Os líderes de Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá,
Estados Unidos, Japão, Rússia e ainda o presidente da Comissão
Européia estão divididos sobre a forma de lutar contra o problema,
com os europeus defendendo passos ambiciosos sobre o assunto.
Os europeus, liderados pela chanceler alemã, Angela Merkel,
esperam que o G-8 concorde com o lançamento de conversações que
incluam metas vinculativas de redução de emissões de gases nocivos
para o planeta na conferência das Nações Unidas que ocorrerá em
Bali (Indonésia), de 4 a 13 de dezembro próximo.
Merkel também gostaria que a reunião do G-8 chegasse a um acordo
para limitar em 2ºCelsius o aumento permitido da temperatura
global, em relação a 1990, e a redução para metade dos gases de
efeito estufa até 2050.
Os Estados Unidos manifestaram-se contrários a essa proposta, mas
temendo isolamento na reunião, o presidente George W. Bush lançou
em 1 de junho uma iniciativa em que propõe um novo ciclo de
negociações sobre as alterações do clima.
O presidente da Comissão Européia participa das conversas do G-8
como um membro efetivo, apesar de não representar um país, mas sim
uma organização supranacional.
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