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26/JUL/2006
UE diz ser “inaceitável” ataques contra a
ONU no Líbano
Da redação com agencias
Nesta quarta-feira, a presidência da União Européia divulgou
"inaceitáveis" os ataques contra a ONU na região de conflito no
Oriente Médio. A presidência mostrou-se “chocada” com a morte de
quatro integrantes da ONU durante um bombardeio israelita no sul
do Líbano, divulgou a Lusa.
©European Community,2006

Kofi Annan,
Secretário-Geral da ONU em encontro com José Manuel Barroso,
presidente da CE - 18/07
Para o bloco, "ataques contra pessoal da ONU são inaceitáveis". A
presidência finlandesa da UE ainda reclamou da abertura de um
inquérito sobre as mortes, e exprimiu condolências às famílias dos
observadores militares da ONU que estiveram "a trabalhar pela
causa da paz".
No comunicado, pediu mais uma vez que “todas as partes a unirem
esforços para pôr fim a um conflito que já provocou a morte de
centenas de civis e um número ainda mais elevado de feridos".
O governo de Israel divulgou um "profundo pesar" pelas mortes,
repudiando as "insinuações" do secretário-geral da ONU, Kofi Annan,
que divulgou comunicado nesta terça-feira, afirmando que o
bombardeio israelita "visou aparentemente de forma deliberada" uma
posição da ONU no sul do Líbano.
Governo brasileiro
O Ministério das Relações Exteriores também divulgou nota
referente a morte dos quatro observadores da ONU no Líbano. "O
Governo brasileiro exorta as autoridades de Israel a criar as
condições para uma investigação que esclareça cabalmente as
circunstâncias desse grave episódio”.
Para o governo, as Forças de Defesa de Israel precisam de mais
precaução. “O Governo brasileiro reitera sua firme condenação ao
uso indiscriminado da força, que resulta inevitavelmente em
vítimas na população civil”.
Corredor
Os corredores humanitários ainda não foram feitos entre o Líbano e
Israel. Da Comissão Européia, Louis Michel apelou para que "ambos
os lados do conflito respeitem as regras e princípios
humanitários", para que seja feito "com urgência corredores
humanitários seguros".
Apesar de ter sido solicitado pelas Nações Unidas (ONU), está
sendo difícil organizar o corredor para que a ajuda chegue até as
pessoas que necessitam de assistência. "As organizações de ajuda
humanitária estão prontas a entregar a ajuda aos necessitados mas
os comboios fazem fila nas fronteiras ou em Beirute. Apenas alguns
conseguiram chegar à zona sul do Líbano, o que não é suficiente",
disse Michel. |