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28/FEV/2007
Do PCP / Emigração
Resistir à ofensiva do governo contra
as comunidades
O Organismo de Direcção dos Comunistas Portugueses residentes na
Alemanha, reuniu em Solingen, no Sábado, dia 17 de Fevereiro.
Foram discutidas e tomadas medidas com vista ao reforço da
organização e da intervenção do PCP. Foi ainda analisada a actual
ofensiva do Governo do PS/Sócrates contra as comunidades e a luta
de resistência da comunidade portuguesa.
As medidas de carácter organizativo visam em primeiro lugar a
continuação da campanha de adesão de novos membros ao PCP, o
reforço da ligação da organização das várias áreas consulares ao
Organismo de Direcção Nacional e a chamada de novos quadros jovens
a tarefas de direcção.
O PCP condena o não cumprimento pelo Partido Socialista da
promessa de reposição do Consulado de Portugal em Osnabrück, assim
como a despromoção do Consulado-Geral de Portugal em Frankfurt
para Vice-Consulado, medida que retira à comunidade portuguesa da
região o direito a um diplomata de carreira. A inércia do Governo
face à degradação das instalações do Consulado-Geral de Portugal
em Hamburgo confirma esta política de abandono e desprezo pelos
direitos das comunidades.
Também no que diz respeito ao ensino do português, a realização
precipitada dos concursos, no Verão de 2006, fez com que
estivessem até início de 2007 cursos sem funcionamento por falta
de professores. A esta situação veio juntar-se a supressão de mais
cursos de Língua e Cultura Portuguesa na Renânia do Norte e
Vestefália por iniciativa das entidades escolares alemãs, tal como
já se tem vindo a verificar noutros estados, nomeadamente na Baixa
Saxónia. Apesar de estar informado que os Governos estaduais
alemães estão a desresponsabilizar-se cada vez mais do ensino das
línguas das comunidades emigrantes, o Governo português não toma
as medidas necessárias para responder atempadamente a esta
situação.
O PCP constata que cresce na comunidade portuguesa da Alemanha a
consciência dos perigos que advêm da actual política do Governo
PS/Sócrates para os seus direitos e saúda todas as iniciativas da
comunidade que visam resistir a esta ofensiva. O PCP saúda ainda o
APELO “Em Defesa das Comunidades Portuguesas” iniciado por um
conjunto de conselheiros das comunidades e de dirigentes
associativos do mundo inteiro, mas com forte participação da
comunidade portuguesa da Alemanha, e que constitui simultaneamente
uma acção de esclarecimento, de mobilização e de protesto.
Finalmente, face à ofensiva em curso de branqueamento dos crimes
do fascismo em Portugal, apelamos à comunidade portuguesa da
Alemanha para celebrar o 25 de Abril, Dia da Liberdade. Este
momento alto da história de Portugal foi possível devido à luta do
povo português em que se deve destacar a contribuição
imprescindível dos comunistas portugueses que dirigiram a
resistência à ditadura de Salazar sem olhar a sacrifícios,
inclusive da própria vida. Face aos perigos que se perfilam é
necessário manter bem vivos os ideais da liberdade.
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