Foi reiterado pelo secretário a sua vontade de que este processo
se conclua até o final do primeiro semestre de 2007. Foi entregue
um documento ao Sindicato, sobre o qual o SECP referiu pretender a
opinião da direção sindical até o fim da primeira semana de
Janeiro. Segundo o Sindicato, a proposta será analisada “cuidadosa
e pormenorizadamente” a amplitude das alterações previstas e
proceder a consulta aos associados, em particular aos que
trabalham nos postos atingidos, e entregará as apreciações
sindicais em devido tempo.
As conseqüências para os “colegas” resultantes das mudanças
previstas deverão ser objeto de negociação com o Sindicato nos
próximos tempos. Uma apreciação mais detalhada do documento será
feita para entrega ao SECP, como solicitado, não cabendo (ainda)
adiantar alguma conclusão.
Todavia, a direção representativa dos trabalhadores fez alguns
comentários como segue em nota enviada à comunicação social.
Segundo o STCMD, a proposta de revisão da rede consular excede
algumas previsões que já tinham no que concerne a encerramentos de
postos.
“O Governo pretende extinguir 6 Consulados-Gerais e 11 Consulados,
a que acresce o chamado “Escritório Consular” em Windhoek (capital
da Namíbia). O projeto propõe também a transformação de alguns
Consulados em Vice-Consulados. Nestes, o mais saliente é o de
Frankfurt, que é Consulado-Geral e passará a Vice-Consulado, a par
de outros em França e no Brasil. Neste país, o consulado em
Curitiba é transformado em “escritório consular” dependente do
Consulado Geral em São Paulo, sendo aqui o mais saliente, a
proposta de extinção do Consulado em Santos. Em matéria de
extinção de postos, salienta-se, em França, o desaparecimento dos
Consulados em Versalhes e Nogent-sur-Marne, concentrando os meios
e os serviços no CG em Paris. Propõe também o documento, a
extinção dos postos em Toulouse, Lille, Orleans e Tours. O mesmo
destino terão, em Espanha, os postos de carreira em Bilbao,
Sevilha e Vigo. Igual sentença terão, nos EUA, os Consulados em
New Bedford e Providence, bem como o CG em Nova Iorque”, refere a
nota do Sindicato.
Conforme os dirigentes, o Governo pretende poupar 3,6 milhões de
euros por ano. Menos do que as remessas dos emigrantes para
Portugal diariamente (que se cifram em 3,7 milhões de euros).