O presidente do Boavista, Joaquim
Teixeira, tinha prometido regularizar ainda esta semana os
salários em atraso de seus jogadores (fevereiro, março e 60% dos
vencimentos de dezembro), e para tanto apresentou um pretenso
investidor, Sergio Silva, que injetaria 38,5 milhões de euros nos
cofres axadrezados (de imediato 9,5 milhões). Como garantia o
investidor ficara com alguns direitos televisivos do Boavista e o
passe de mais 10 jogadores.
Porém, ao final desta semana, o
pseudo-investidor foi preso pela polícia judiciária portuguesa por
suposta lavagem de dinheiro e burla qualificada, o que acaba com o
sonho dos dirigentes axadrezados de sanarem seus problemas
financeiros de imediato; agravando mais ainda a crise no Bessa,
embora o prazo dado pelos jogadores para entrarem em greve tenha
sido prorrogado até a tarde do sábado (apesar de não terem
comparecido para o último treino, garantindo que só voltariam ao
clube na próxima terça-feira); com posterior suspensão da greve
quando aceitaram o pagamento para o início desta semana de um mês
de atraso; e ate 5 de maio o outro mês e meio restante; graças a
um grupo de diretores que se reuniu para juntar o dinheiro.
A ultima esperança do presidente Joaquim
Teixeira recai em um novo investidor (de nome mantido em sigilo);
e também num possível interesse da “Lusoarenas” no projeto “Cidade
do Boavista”, que propõe (entre outras coisas) investimentos no
clube para a criação de uma arena multiuso.