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31/MAI/2007
SP: Arnaldo Nobre fala de Interesse e Futuro
do Elos
Mundo Lusíada
Ao final de sua primeira gestão, os
diretores do Elos Clube do Grande ABC, na Grande São Paulo,
concordaram unanimamente em eleger Arnaldo Nobre presidente para
mais uma gestão. Agora, de acordo com os estatutos, ele não poderá
ser reeleito e precisará “passar o bastão para outro”. “Eu tenho
algumas idéias mas não sei como vai ser, depende do que os elistas
quiserem” diz Arnaldo Nobre.
O movimento elista em São Paulo tem demonstrado um
enfraquecimento, sobretudo de participantes. Para Arnaldo Nobre,
estar à frente de uma das poucas unidades elistas que dispõe de
espaço próprio é ainda mais complicado. “Eu tenho acompanhado as
reuniões de outros Elos, e vejo sempre que o número de pessoas,
seja no Elos Eça de Queiroz, Elos São Paulo, Sul e Norte, sempre
com poucas pessoas. A vantagem deles é não ter sede própria, então
fazem os encontros em restaurantes”, opina. Para ele, as despesas
fixas de uma sede dificultam, o que não acontece com outras
unidades que podem contar com um fundo monetário. “Aqui tudo o que
angariamos, nós gastamos com a própria sede: manutenção, luz,
água, IPTU”.
Além disso, as pessoas que participam dos encontros-convívios
propostos pelo clube são “sempre os mesmos, uma meia dúzia que se
integram e levam com vontade. Os outros idealizaram, fizeram a
sede, mas se afastaram”, diz. O motivo, para Arnaldo Nobre, é a
falta de interesse. “O Elos ABC foi formado por pessoas de uma
certa idade, e essas pessoas vão indo embora e não há uma
reposição, os filhos não querem acompanhar esse trabalho, não têm
interesse. A medida que, com a idade as pessoas vão se afastando,
vão se acomodando, elas deixam de participar. Com essa falta de
interesse dos antigos, mais a ausência daqueles que se foram, o
Elos vai reduzindo”.
Para ele, que já tentou “de tudo” para aproximar os elistas no ABC
Paulista, o que deve ser feito em prol do futuro do Elos Clube é
uma pergunta sem resposta. “Francamente eu já tentei de tudo, pelo
lado da música, pelo lado de eventos-palestra, dando coquetéis sem
cobrar nada. Agora cheguei num ponto que, a única coisa que se tem
para ajuntar o pessoal é uma ‘Noite da Pizza’”.
O Elos Clube foi fundado em Santos em 1959 pelo médico Eduardo
Dias Coelho e hoje está presente em quase todos os países da
comunidade lusófona e em diversas cidades do Brasil. Um movimento
preocupado com a cultura e paz universal, o Elos não deve apenas
confraternizar ou viver isolado de outras unidades, como disse o
presidente do Elos Internacional Alcindo Costa, mas expandir a
cultura, valores, língua, usos e costumes lusófonos, respeitando
diferenças e particularidades. Ele ainda afirma que “servir os
valores elistas é servir a própria humanidade e é ao mesmo tempo
lutar pela solidariedade, pela paz e pela boa harmonia entre todos
os homens”.
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