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14/JUN/2006

Menopausa é assunto do mês no Elos ABC

 

Palestra médica encerra a gestão do presidente Arnaldo Nobre na unidade elista

 

O Dr. Manuel Pereira Martins, ginecologista, obstetra, homeopata e clinico geral, esteve comandando a palestra promovida pelo Elos Clube do Grande ABC, sobre o tema Menopausa.

 

O evento, que seguiu a programação da unidade, aconteceu na quinta-feira, 25 de maio, quando a entidade recebeu cerca de 80 convidados para a palestra médica, a qual encerra a gestão da atual diretoria comandada pelo C.E. Arnaldo José Nobre da Conceição.

 

Pelo Estatuto do Clube, o elista que esteve à frente da entidade desde 2003, não pode ser novamente reeleito pelos associados. A Assembléia Geral que acontece no próximo dia 21 vai garantir a escolha do próximo presidente.

 

A gestão de Arnaldo Nobre no clube foi marcada sobretudo pela realização de palestras na área da saúde, abordando os mais diferentes temas como diabete, cardiologia, podologia, menopausa, entre outros eventos de cunho cultural. Em junho, mês dos jogos da Copa, a unidade não promoverá eventos. “Depois disto, para julho, já estamos providenciando outras palestras”, informou Arnaldo Nobre.

 

Comandada pelo Dr. Manuel Pereira Martins, a palestra abordou os sintomas da menopausa e a osteoporose, como uma das doenças possíveis de ser gerada nessa fase, nas mulheres. O assunto foi abordado de forma bastante ampla e clara.

 

A menopausa, ou fim do período de menstruação, acontece de 45 a 55 anos de idade, sendo considerada precoce antes dessa idade, ou tardia após os 55. E com ela, significa que cessou o tempo de reprodução da mulher.

 

O período que antecede a menopausa, chamado de climatério, é uma fase de transição entre as menstruações e o término dela. O climatério é um período menstrual irregular. Seus sintomas mais comuns são as ondas de calor, transpiração e irritabilidade.

 

Na menopausa, a mulher sente os mesmos sintomas, as vezes mais intensos, só que sem a menstruação. “A partir de um ano já sem menstruar, se considera então a menopausa” afirma o médico ginecologista Manuel Pereira Martins.

 

Segundo o médico, é importantíssimo o acompanhamento clínico nesta fase. Por ser uma deficiência hormonal que circula na corrente sanguínea, as doenças mais preocupantes começam a aparecer nessa fase, entre elas a osteoporose, um dos temas abordados na palestra.

 

 “Depois dos 40 anos nós recomendamos que os exames sejam feitos mais minuciosamente, porque em seis meses muda muita coisa. Então seriam exames periódicos, a cada seis meses pelo menos”, explica o Dr. Martins.

 

A irritabilidade é um dos sintomas mais presentes em algumas mulheres nesta fase. De acordo com o Dr. Manuel, a deficiência hormonal é a maior causa da irritabilidade.

 

É muito baixo o nível do principal hormônio feminino, o estrógeno; o ovário praticamente não trabalha. “Geralmente nessa idade ela já perdeu os pais, está distante da família, os filhos estão casando, então tudo isso ajuda a debilitar cada vez mais a mulher. A irritabilidade também vem por aí”.

 

Para combater, o indicado é o estrógeno-terapia, um tratamento à base de hormônio (com contra-indicação). “Além disso, tratamento psicológico da paciente e anti-depressivos, caso necessários”, disse o Dr. Martins.

 

Osteoporose – “O que mais incomoda a mulher, além de sintomas subjetivos – suor, transpiração, ondas de calor – é o metabolismo do cálcio, porque ele também precisa do estrógeno, o hormônio que falta na mulher na menopausa”, explica.

Na diminuição desse hormônio, há uma retirada de cálcio dos ossos, e a mulher fica mais fraca. “Não se tratando, pode ocorrer as fraturas espontâneas, uma queda acidental.

 

 E a mulher não tem a saúde tão bem estruturada como antes da menopausa, os cuidados são muito mais intensos”, diz o palestrante precavendo sobre uma maior importância na prevenção do que no tratamento.

 

Entre os cuidados, estão as dietas ricas em cálcio e vitamina D, atividades físicas adequadas e caminhadas à luz do sol – raios solares também auxiliam na reposição de cálcio nos ossos. “Há um certo ganho de massa óssea, mas recuperação total não. Então é melhor fazer a prevenção do que o tratamento da osteoporose”, justifica o Dr. Manuel que é também um dos membros do Elos ABC.


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