A Comissão Européia (braço executivo da
União Européia, UE) ampliou nesta segunda-feira 30 de junho aos
estados de São Paulo e Paraná a suspensão do embargo às
exportações de carne bovina para o bloco. Segundo Bruxelas, a
exportação foi ampliada a estes Estados “depois de terem sido
reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres
de febre aftosa, após uma campanha de vacinação”. São Paulo e
Paraná estavam excluídos desde 2005 das regiões autorizadas a
exportar carne para a UE, devido à identificação de surtos de
febre aftosa.
Porém, a Comissão Européia destaca que “os
requisitos especiais para a carne brasileira estabelecidos na
decisão 2008/61/EC, que limita as exportações de carne de animais
de explorações aprovadas pelas autoridades brasileiras, aplicam-se
ao Paraná e a São Paulo”, ou seja, o embargo é suspenso para as
explorações já avaliadas pelos inspetores enviados por Bruxelas.
O número de criações autorizadas a
exportar carne tem sido o principal ponto de discórdia entre
Bruxelas e Brasília, dado que o governo brasileiro propôs
inicialmente que fosse dado o aval a mais de duas mil fazendas
enquanto a Comissão Européia sempre defendeu um máximo de 300. Em
fevereiro, o embargo à carne bovina maturada e desossada
brasileira foi suspenso para 106 fazendas, mas mantinha-se para as
dos estados de São Paulo e Paraná.
A UE importa 327 mil toneladas de carne
bovina do Brasil, no valor de 963 milhões de euros, segundo dados
de 2006, os mais recentes publicados pelo gabinete de estatísticas
do bloco, Eurostat. Segundo fonte comunitária, a carne brasileira
tem a maior fatia das importações de países do Mercosul
(Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que somam as 449 mil
toneladas.
Junto com os dois estados brasileiros, foi
suspenso também o embargo a carne bovina da região da Patagônia
Norte B, na Argentina, e ainda do Paraguai.