O primeiro-ministro português, José
Sócrates, afirmou que o governo de Lisboa "dará a ajuda que puder"
às empresas de transportes para minimizar o impacto do aumento do
preço dos combustíveis.
A paralisação das empresas portuguesas de
transporte de mercadorias, contra o aumento do preço dos
combustíveis, está criando os primeiros riscos de falta de bens e
abastecimento em vários locais. Sócrates reconheceu que o governo
está estudando "algumas medidas que procurem minimizar" a
situação.
O primeiro-ministro garantiu que a polícia
não vai deixar de intervir para repor a normalidade. "Distúrbios,
e pedradas a propriedades alheias espero que não aconteça mais",
afirmou Sócrates, antes da divulgação de que um caminhoneiro em
greve havia morrido após ser atropelado em Zibreira (centro de
Portugal).
Entre as reivindicações da comissão
mediadora dos transportadores está a criação do diesel
profissional, com equiparação de preços entre Portugal e Espanha,
a diferenciação positiva fiscal, ajudas de custo e o incentivo à
renovação das frotas.
O grupo Jerónimo Martins, que entre outras
faz a distribuição de alimentos, alertou que para terça, 10 de
junho, poderiam faltar produtos essenciais em algumas de suas
lojas, apelando às autoridades para que "atuem" e deixem trabalhar
os motoristas de caminhões que o queiram fazer.
Segundo a Jerónimo Martins, a situação
está particularmente grave na zona do Carregado, onde os
caminhoneiros que querem abandonar a paralisação "estão a ser
agredidos verbalmente" e ameaçados se prosseguirem viagem. As
lojas da rede já tiveram que jogar peixe no lixo. "Se não houver
um desbloqueio da situação, os bens essenciais começarão a faltar,
estamos a falar de produtos essenciais para alimentar os
portugueses".
No dia 09, a comissão organizadora da
paralisação anunciou a suspensão da greve depois de uma reunião
com a direção da Associação de Transportadores Públicos
Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM). Mas uma hora depois, a
comissão de caminhoneiros decidiu recuar na decisão, após os
membros se manifestarem contrários à desmobilização.
Apenas na quinta-feira, 12 de junho,
Portugal retornou lentamente à normalidade, depois do acordo com o
governo, que pôs fim à paralisação dos transportadores de
mercadorias e levou os caminhoneiros e encerrar a greve.
As comissões de caminhoneiros de Braga,
Barcelos, Viana do Castelo e Póvoa do Lanhoso anunciaram o fim da
paralisação, devido ao cansaço dos piquetes, mas afirmaram-se
insatisfeitos com o pacote de apoios do governo. Segundo o
ministro luso das Obras Públicas, Transportes e Comunicações,
Mário Lino, foi aprovado um conjunto de propostas "sérias e
adequadas, que vão ao encontro dos problemas que resultam dos
aumentos de combustível e ajudam as empresas a superar as
dificuldades". Com
agencias