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Quinta-feira | 16 JAN 08

Negócios
Horácio Roque diz que Banif quer crescer mais no Brasil

"Para já contaria ter 25 dependências até ao final de 2008. De resto, é dançar conforme a música. O Brasil representa uma economia em crescimento, com muitas oportunidades de negócio".

Da Redação
Com Portugal Digital

Mario Cruz - 31.jul.2006/Lusa

BANIF >> Horacio Roque, Presidente da Administração, apresenta os resultados semestrais do Grupo Financeiro, em Lisboa.

Aumentar o número de agências no Brasil para 28 é um dos objetivos anunciados pelo presidente do banco Banif, Horácio Roque, em entrevista ao Jornal de Negócios. "O Brasil representa uma economia em crescimento, com muitas oportunidades de negócio. Sempre que possível, crescemos via aquisições", afirma o banqueiro português.

O Banif vai deixar de ser azul e verde. Quer apostar em cores mais agressivas para espelhar a sua atitude face ao mercado. O banco, que pretende abrir 30 agências por ano em Portugal, acabou de entrar em Malta, quer controlar o Banco Caboverdiano de Negócios, fazer mais parcerias na Europa de Leste, crescer no Brasil e fortalecer a sua posição em Espanha, escreve o Jornal de Negócios.

Horácio Roque cita a importância do Brasil em aquisições. "O nosso banco no Brasil foi comprado em 1999. Também temos lá um 'broker online' e em 2007 compramos uma gestora de ativos. O Brasil funciona também como o pólo aglutinador dos nossos negócios na América do Sul, em países como Argentina, México, Venezuela. E é um país que nos dá muito negócio para a nossa operação em Miami".

O banco também pensou em se inserir em Macau, na China, mas Horácio Roque acabou por "desistir" da idéia. "Nós não temos nada a ver com os chineses. Eles têm uma maneira própria de pensar. A meu ver, muito mais avançada que a nossa. Tudo é diferente: a mentalidade, os métodos de organização, a forma de fazer negócio, os produtos, o consumo. Se quisermos estar lá, temos de ver se o esforço de adaptação compensa. Às vezes, de fato, isso não acontece".

O presidente do Banif falou também sobre perspectivas econômicas para 2008. "Não estou muito otimista em relação a 2008. Temo que o impacto do 'subprime' ainda não esteja absorvido pelo mercado. Podem existir surpresas desagradáveis na economia. Não sou daqueles que desdramatizam o 'subprime'. Trata-se de muito milhões de dólares sem cobertura. A Europa poderá, este ano, sentir as consequências, com os devidos reflexos em Portugal".

Para ele, a península ibéria é como uma extensão do mercado português, "tal como Portugal é uma extensão do mercado espanhol. Essa é a teoria correta" defende. "Espanha é um mercado mais maduro e bem mais competitivo do que Portugal, em especial na área financeira. O que faz a grande diferença é a dimensão das empresas. Quando dizemos que é mais fácil as empresas espanholas virem para Portugal do que as empresas portuguesas irem para Espanha, isso deve-se à dimensão das empresas. E para estar em dados mercados é preciso dimensão".

Quanto ao futuro do banco em Portugal, diz que prefere "ter um banco médio sem problemas do que um banco grande com problemas. Quero uma entidade que remunere devidamente os seus acionistas. Quero um banco no qual os colaboradores se sintam felizes a trabalhar e com confiança no futuro".

 

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