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15/MAI/2007
Banco Millennium financiará aporte chinês em
Angola e Moçambique
Da Agencia Lusa
O
banco português Millennium BCP assinou na sexta-feira, 11 de maio,
com o Conselho Comercial China-África (CABC, na sigla em inglês)
um acordo de cooperação que abre possibilidade à criação de linhas
de crédito para empresas chinesas que queiram investir em Angola e
Moçambique.
O memorando de entendimento entre o banco português e o CABC, uma
ONG chinesa que procura ferramentas práticas de negócio para o
comércio entre China e África, permite a utilização da sucursal de
Macau do Millennium BCP para a oferta de produtos financeiros
ligados ao negócio internacional, o que poderá incluir linhas de
crédito.
"Queremos usar a nossa sucursal de Macau como plataforma de
entrada para os empresários portugueses na China e para os
empresários chineses que querem investir na África, em Portugal e
em outros países em que o BCP está presente", disse Duarte Ferraz,
diretor-coordenador da Direção Internacional do Millennium BCP.
Em declarações à Agência Lusa, em Pequim, Duarte Ferraz afirmou
que o acordo é "muito importante para o BCP que quer apoiar os seu
clientes na sua internacionalização e nos seus negócios no
exterior", uma área que o banco começou a desenvolver há cerca de
um ano.
"Apesar de ser um banco relativamente novo, sabemos que o
Millennium BCP tem feito um grande trabalho e a sua filosofia
encaixa nas necessidades das empresas chinesas que querem entrar
em África", afirmou Hu Deping, presidente da CABC.
Para o embaixador de Portugal na China, Rui Quartin-Santos, "este
acordo consegue fazer uma certa 'trilateralização' de negócios
entre uma entidade portuguesa, empresas chinesas e africanas".
Espírito lusófono
Em declarações à Lusa em Pequim, o embaixador português afirmou
que o acordo "corresponde à dinâmica que se pretende imprimir na
ligação entre os dois países no espírito do Fórum Macau".
O Fórum Macau, uma iniciativa do governo da República Popular da
China, nasceu em 2003 e engloba a China e todos os países de
língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique, Portugal e Timor Leste), com exceção de São Tomé e
Príncipe, que não tem relações diplomáticas com Pequim.
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