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09/MAR/2007
Portugal Telecom diz que quer ficar no
Brasil e mira África
Da Agencia Lusa
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Manuel de Almeida/Lusa

Henrique
Granadeiro, Presidente da Portugal Telecom, conversa com o
seu vice-presidente, Rodrigo Costa, antes do inicio da
Assembléia Geral de Acionistas da Portugal Telecom, 02 Marco
2007, no Centro de Congressos de Lisboa. |
O presidente da Portugal Telecom (PT),
Henrique Granadeiro, reiterou na quarta-feira, 07 de março, o
interesse da empresa em permanecer no mercado brasileiro e
adiantou que uma das novas apostas será a África, o que
futuramente poderá levar a PT a "lançar um operador pan-africano".
"O Brasil é uma geografia onde nós queremos estar. Seja através da
Vivo, seja através de uma outra operação que nós consideremos
atrativa", afirmou o presidente da PT em entrevista divulgada pelo
portal português Sapo.
África é outra das apostas de futuro e um dos próximos passos da
PT será "a criação de uma holding, que poderá ser a PT África ou a
África Tel", que irá agrupar as participações da empresa no setor
das telecomunicações africano, disse Granadeiro.
"Vamos criar parcerias para esse desenvolvimento, com uma base
financeira para alargamento das nossas operações", explicou o
executivo, acrescentando que o objetivo será "lançar um operador
pan-africano", com os atuais parceiros e outros que possam
surgir".
No Brasil, a Portugal Telecom é acionista do portal UOL e divide o
controle da Vivo com a Telefónica. Em relação a esta parceria com
a operadora espanhola, Granadeiro reafirmou que, "se houvesse um
comprador natural da Vivo seria a PT", reconhecendo que "não há
ativos inalienáveis".
Saída da Telefónica
Em relação a uma eventual saída da Telefónica do capital da PT,
Granadeiro disse não será "nenhuma tragédia" e que a questão será
resolvida dentro do realinhamento acionista resultante do programa
de recompra de ações.
"Há formas de responder a esse problema e essas soluções
encontrar-se-ão no momento próprio e da forma que melhor se
enquadrem na visão estratégica para a PT", disse o presidente da
operadora de telecomunicações.
Recordando que deu à Telefónica um período de reflexão para se
pronunciar sobre o "desalinhamento estratégico" na oferta pública
de aquisição (OPA) da Sonaecom, Granadeiro assegurou que, se a
operadora espanhola "não reagir a tempo", tomará "as medidas que
entender apropriadas para o esclarecimento dessa situação".
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