|
10/FEV/2007
Em Macau
Relações com a China são prioritárias, diz
Sócrates
Mundo Lusíada com Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates,
afirmou, na sede do Governo de Macau, que as relações políticas e
econômicas com a China "são absolutamente prioritárias" na agenda
da política externa de Portugal. As declarações de José Sócrates
foram proferidas após uma reunião de cerca de uma hora com o chefe
do executivo de Macau, Edmund Ho, em 03 de fevereiro.
Divulgação/Portal
do Governo
Na
perspectiva do primeiro-ministro, as atuais relações entre Lisboa
e Pequim atingiram agora uma dimensão muito superior em comparação
com o passado e cresceram com a assinatura do acordo de cooperação
estratégica entre Portugal e China em dezembro de 2005. "Nesta
visita, que também teve o objetivo de preparar a presidência
portuguesa da União Européia, Portugal e China assinaram acordos
de grande sensibilidade ao nível político", assim como "muitos
acordos ao nível empresarial".
"A forma paciente e persistente como tem atuado o Governo de Macau
muito contribuiu para este resultado", disse Sócrates, tendo
Edmundo Ho ao lado. Para José Sócrates, "Macau pode ser uma porta
de comunicação entre Portugal e China, mas também com a África e
América do Sul”.
Antes das palavras de Sócrates, Edmund Ho considerou "histórica" a
visita do primeiro-ministro português a Macau, "a primeira desde
1999" - ano em que se concretizou a transferência política de
Macau de Portugal para a República Popular da China. Edmund Ho
referiu-se também ao papel que Macau poderá desempenhar nas
relações com a China. "Com a sua visita, estamos certos que as
relações entre Portugal e a China vão ser estimuladas e
desenvolvidas", acrescentou o chefe do executivo macaense.
Durante a sessão de abertura do Fórum de Cooperação Econômica e
Empresarial Macau Portugal 2007, Sócrates disse esperar que o
arquipélago seja a porta de entrada portuguesa no Oriente. Segundo
ele, Portugal "quer que Macau seja a porta de entrada dos produtos
portugueses para a China, tal como Portugal pode ser a porta de
entrada dos produtos chineses para a Europa, África e América do
Sul".
O responsável do Governo da RAEM fez ainda questão de sublinhar
que acredita "que as boas perspectivas que se abrem para Macau no
desenvolvimento da sua economia contribuirão para criar mais
oportunidades para o estreitamento” entre ambos governos. "Macau
aguarda de braços abertos a chegada de empresários portugueses",
disse.
"Homens de negócios portugueses e chineses querem aproveitar as
oportunidades do mercado global. Houve muitos acordos assinados ao
longo desta visita, mas muito mais serão assinados a prazo",
sustentou o primeiro-ministro português durante o Fórum Econômico.
Leia mais >>
Centro de distribuição de produtos
portugueses em Macau |