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12/JUN/2006
Fundação Luso-Brasileira
Fórum Portugal estuda maior troca comercial
entre Brasil e Portugal
Vanessa Sene | Mundo Lusíada
Os investimentos portugueses no Brasil nos últimos dez anos já
somam mais de US$ 2 bilhões. Ainda assim, portugueses e
brasileiros reunidos no Fórum Portugal 2006 discutiram as
possibilidades de um incremento nas relações Brasil-Portugal, e um
maior índice de exportação e importação entre os dois países.
Mundo Lusíada

Antonio Couto, presidente da AEP,
presidente do ICEP, João Cruz, Ivan Ramalho, do Ministério do
Comércio Exterior do Brasil, presidente da FLB, João Rendeiro, e
vice-presidente, Miguel Horta e Costa
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) recebeu
os convidados para o Fórum Portugal 2006, nesta segunda-feira, 05
de junho. Personalidades do setor empresarial, como o presidente
do ICEP, o presidente da VIVO, o vice-presidente da AEP, o diretor
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do
Brasil, entre outros, estiveram apresentando investimentos e
discutindo o incremento das trocas comerciais entre ambos países.
O grande objetivo do Fórum realizado anualmente é discutir
“perspectivas econômicas e também incentivar laços econômicos” e
cooperar para “um quadro de relação cada vez mais positivo entre
os dois países” explicou ao Mundo Lusíada o presidente da Fundação
Luso-Brasileira, João Oliveira Rendeiro.
Mundo Lusíada

Presidente da FLB, João
Rendeiro,
Embaixador de Portugal no
Brasil, Seixas da Costa
Para o Embaixador de Portugal no Brasil, Seixas da Costa, o evento
é um “debate franco”, uma oportunidade para conhecer a economia e
política portuguesa. “É muito útil ter essa discussão aberta com
os brasileiros, e mostrar as potencialidades da economia
portuguesa, e também as debilidades que temos que ultrapassar”.
São muitas as empresas que utilizam o capital português no Brasil,
cerca de 600/700. Este número porém pode ser considerado mais
alto, de acordo com o Embaixador Seixas da Costa, já que não só o
capital registrado pelo Banco Central brasileiro, vindo
diretamente de Portugal, que se insere nas empresas brasileiras,
mas capital vindo de “paraísos-fiscais” ou através de outros
circuitos, como os países com maiores facilidades na
dupla-tributação.
Atualmente no Brasil, não só destaca-se o reforço de grandes
investimentos, mas o investimento de pequenas e médias empresas,
que tem apresentado uma grande expansão principalmente no setor de
turismo na região nordeste do país. “É o trabalho desses pequenos
e médios empresários agora que constitui o novo movimento
português para o Brasil” informou o Embaixador português.
As perspectivas políticas e econômicas também foram abordadas
durante o evento. O assunto ficou a cargo dos diretores de mídias
portuguesas, Martim Avillez Figueiredo, do Diário Econômico, e
Sergio Figueiredo, do Jornal de Negócios; além do cientista
político José Pacheco Pereira, e o jornalista da Embaixada de
Portugal no Brasil, Carlos Fino.
Além dos problemas estruturais da política portuguesa, os
participantes apontaram formas de redução de gastos públicos – o
que vem sendo alto no orçamento do governo português – e o
crescimento da economia portuguesa.
Mundo Lusíada
José
Pacheco Pereira (Cientista Político), Carlos Fino (da Imprensa
Embaixada de Portugal no Brasil), Martim de Avillez Figueiredo
(Diretor do Diário Econômico), Sergio Figueiredo (Diretor do
Jornal de Negócios)
O cientista Pacheco defendeu uma reforma na política, já que desde
o 25 de Abril não se criou “políticas fortes” em Portugal, e sim
políticas que geram dificuldades de governabilidade.
O debate é realizado pela Fundação Luso-Brasileira todos os anos.
O Fórum Portugal, promovido em São Paulo, tem o intuito de
refletir sobre a situação portuguesa, e o Fórum Brasil, a mesma
edição realizada em Lisboa, traz aos portugueses uma reflexão
sobre a situação brasileira. |
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