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Mundo Lusíada

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Caio Ramacciotti recebe homenagem na Câmara Municipal de São
Bernardo do Campo, na solenidade do 10 de Junho, Dia de Portugal,
Camões e Comunidades.
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Uma obra
que conta uma celebre história de amor ocorrida em Portugal, por
volta de 1340, é tema de um livro lançado este ano, por Caio
Ramacciotti. “Mensagens de Inês de Castro” reúne diversas
mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier, o famoso
médium brasileiro Chico Xavier.
Ele
psicografou mensagens da portuguesa Inês de Castro, contando a
história da época do Portugal Medieval, as quais foram entregues
para Caio Ramacciotti, quem Chico Xavier confiou todas elas. As
cartas foram reunidas neste livro, que tem ambos como autores.
Foi em maio
de 1977 que ele começou a receber as mensagens de Inês de Castro,
através de Chico Xavier. “Ele começou a me falar sobre Portugal,
sobre coisas bonitas, e pedi para ele falar mais um pouquinho” diz
Caio Ramacciotti, contando que à meia-noite daquele dia, Chico
Xavier telefonou para sua casa e leu a primeira mensagem referente
a trágica história de amor, entre Inês de Castro e D.Pedro I,
carta a qual também está publicada no seu livro.
Segundo
ele, muitas situações incompreensíveis para os historiadores são
reveladas nas cartas. Entre os relatos das mensagens, Caio citou o
momento em que Inês pede para Pedro não ir a uma caçada com o seu
irmão, pois “os olhos do Rei estão me procurando”. Mas ele ignorou
e foi à caçada, e então Inês acabou sendo decapitada. “Pedro
assinou o atestado de óbito da sua companheira”.
Segundo
declarou ao Mundo Lusíada, ele acredita na história de amor de
Inês e Pedro. “Acredito plenamente. Na verdade isso mudou a minha
vida, porque eu fiquei tão emocionado. E não só com a leitura,
porque ele [Chico Xavier] me ligava toda noite e lia uma carta,
uma mensagem com 30/40 laudas manuscritas por ele”.
De acordo com Ramacciotti, estas cartas recebidas por ele
enfatizavam poemas e uma realidade própria da história. "Não há
historiador que consiga explicar a decapitação de Inês, uma mulher
apaixonada por D. Pedro I. E as mensagens mostram o porquê de
determinadas situações".
Além das
ligações, Caio encontrava o amigo a cada três semanas, quando
Chico Xavier entregava a ele todas as mensagens, as quais foram
guardadas por anos. Nestas oportunidades, os dois conversavam
madrugada a dentro sobre os detalhes dessa história. Questionado
se todo o conteúdo lhe diz alguma coisa, ele respondeu: “Tem que
dizer, não diz nada para você uma história bonita de amor? Eu me
sinto evidentemente ligado, a história é comovente” afirmou Caio,
que chegou a receber centenas de e-mails falando sobre Inês de
Castro, a maior parte do Brasil, citando ser “impressionante a
receptividade da história”.
“Eu imagino
que o objetivo de Chico Xavier era me sensibilizar para, mais
tarde, eu dar conhecimento desta história” diz o autor do livro,
que apesar de nunca ter estado em Portugal, conta detalhes do
desenrolar desta história.
A obra
“Mensagens de Inês de Castro” assinada por Caio Ramacciotti e
Chico Xavier, foi lançada neste ano com 26 mil exemplares, sendo
que 2 mil seguiram para Portugal.
Trágica
história de amor de Inês e Pedro
Por volta de 1300, o príncipe herdeiro do trono português, Pedro
I, casou-se com Constança de Castilha num matrimônio de
conveniências. Mas ele foi apaixonado por Inês de Castro, uma dama
da corte portuguesa nascida em Castela, que foi sua amante. Ela
chegou a ser exilada pelo rei Alfonso IV, que ainda tinha
inimizades com seus irmãos, D. Fernando de Castro e D. Álvaro
Pirez de Castro.
Sua mulher
Constança acabou falecendo em 1345. A vontade do rei era arranjar
um outro casamento para o seu filho. Dez anos depois, Pedro I foi
ao encontro de sua amada, os dois foram viver juntos e tiveram
quatro filhos. Circulavam boatos de que os Castros conspiravam
para assassinar o herdeiro, para o trono português passar para os
filhos de Inês de Castro.
Aproveitando uma caçada que Pedro fez, o rei mandou decapitar Inês
de Castro, em 1355. Apesar da revolta com o pai, Pedro acabou
subindo ao trono dois anos depois, após a morte do rei. Neste
momento, ele revelou ter se casado em segredo com Inês,
transformando-a em rainha-póstuma. Reza a lenda que D. Pedro I
queria que todos lembrassem dela como rainha de Portugal, e
portanto ordenou desenterrá-la e coroá-la, numa cerimônia de
beija-mão, tendo como pena a quem se recusasse a morte.
Por esta
história, é comum em Portugal a expressão popular “Agora Inês é
morta” para uma situação que é irremediável.