Depois de passar por países da Europa,
chega a São Paulo a exposição internacional "Mão Dupla". Abordando
questão da migração e identidade no universo contemporâneo, a
mostra está patente no Sesc Pinheiros até 13 de julho. Com
curadoria de Evangelina Seiler (Brasil) e Sarah Zürcher (Suíça), a
mostra propõe idéias de transição e movimento, destaca a
consolidação das identidades por meio de vivências reais
entrelaçadas com realidades sociais, políticas e econômicas que se
modificam no percurso de uma vida.
Entre os 21 artistas participantes, está o
português João Onofre. A mostra reúne nacionais e internacionais
que discutem, em suas obras temáticas como conflitos territoriais,
busca e consolidação de identidades, trabalho e lazer na
sociedade, zonas de perigo e segurança, tempo, continuidade e
memória, utilizando como suportes vídeo, escultura e instalação.
Organizada em 2005, na França, a mostra
recebeu o nome de "ESPACE URBAIN X NATURE INTRINSÈQUE" e seguiu em
2006 para a Suíça, reorganizada como "STOPOVER". No SESC
Pinheiros, a exposição ganhou o nome de "MÃO DUPLA" agregando
trabalhos de novos artistas, além daqueles que já a compunham.
Os demais participantes são Ana Roldán -
México; do Brasil, Brígida Baltar, Cao Guimarães, Eduardo Srur,
Fabiana de Barros, Gabriela Greeb, Helena Ignez e Fabio Delduque,
João Modé, Lia Chaia, Lia Menna Barreto, Lucia Koch, Marcos
Chaves, Julio Villani, Paola Junqueira, Raul Mourão.
Além de Michel Favre - Suíça, Ingrid Wildi
- Chile, Jorge Macchi & David Oubiña - Argentina, Nils Nova - El
Salvador, Sylvie Blocher - França, Tomas Ochoa - Equador e
Andriana Meyer - Suíça. As suas obras, em diferentes suportes,
entrelaçam pontos de vista de culturas diferentes, explorando a
riqueza e a diversidade do mundo contemporâneo.
JOÃO ONOFRE
O artista português, que vive e trabalha em Lisboa, traz para "Mão
Dupla" a obra Untitled (mask tap dancer), 2005 (vídeo), disponível
ao público no Atrium - 3º andar. O vídeo de João Onofre, traz um
dançarino de sapateado, mascarado, passeando por uma cidade em
missão solitária e misteriosa. Aqui, o sapateado e a máscara,
unidos em um tipo de fuga obsessiva, geram um sonho esquizofrênico
que termina em uma entrada de estação de metrô. Essa maneira
ambígua de afixar uma imagem em movimento a uma ação específica
questiona a capacidade crítica do espectador, ao mesmo tempo em
que o faz perder o rumo.
Exposição MÃO DUPLA
Terça a sexta, das 11h às 21h30. Sábados e domingos, das 10h às
18h30 - Grátis.
SESC Pinheiros - Rua Paes Leme, 195
Informações (11) 3095.9400