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Segunda-feira | 07
ABR 08
Acordo Ortográfico
Divergências ortográficas "podem gerar
confusões no público" - lingüista brasileiro
De Portugal,
Agencia lusa.pt
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Miguel
A.Lopes/LusaPortugal

CPLP >> Albertino Bragança, em representação do
Governo de São Tomé e Príncipe, acompanhado pela Presidente do
Instituto Internacional da Língua Portuguesa (CPLP), a
angolana Amélia Mingas, fala durante a Conferência
Internacional/Audição Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico a
decorrer na Sala do Senado na Assembléia da República, em
Lisboa, 07 de Abril de 2008. |
Um representante da Academia Brasileira de
Letras, Evanildo Bechara, considerou hoje que "as divergências
ortográficas só podem gerar confusões no público".
Aquele lingüista brasileiro falava durante uma conferência
internacional/audição pública na Assembléia da República,
organizada pela comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura
para promover a reflexão sobre o Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa.
Na sua intervenção, o lingüista sustentou que "não é um ato de
tirania nem ingerência do Estado estabelecer um acordo ortográfico
nas instâncias de ensino, porque não impede os escritores de
escolher a sua ortografia ou o homem comum de grafar como aprendeu
na escola".
Evanildo Bechara salientou que a Academia Brasileira de Letras
"defende a unidade ortográfica da língua portuguesa" porque "são
muitos os benefícios e vantagens" para os membros da Comunidade de
Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Por seu turno, Amélia Mingas, presidente do Instituto
Internacional da Língua Portuguesa, organismo dentro da CPLP que
trata das matérias relacionadas com a língua, defendeu a
necessidade de "os vários interesses envolvidos serem
equacionados, e não apenas os relacionados com o mercado
editorial".
"Somos 250 milhões de habitantes do espaço dos falantes de
português e cada país-membro da comunidade tem o seu contributo
para o enriquecimento da língua portuguesa", observou.
Na conferência, Jaime Gama, presidente do parlamento, defendeu que
"para esta matéria [o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa] ter
o máximo de aceitabilidade, deve obter o máximo de unanimidade por
parte da comunidade de países de língua portuguesa".
"A língua é o que justifica a união desta comunidade", lembrou o
presidente do parlamento perante cerca de meia centena de
participantes, entre embaixadores, deputados e lingüistas.
Na seqüência de uma resolução do Governo português, a Assembléia
da República tem pendente para ratificação o segundo protocolo
modificativo do Acordo Ortográfico que visa unificar a escrita do
português, já aprovado pelo Brasil, Cabo Verde e São Tomé.
A conferência internacional/audição pública prossegue durante a
tarde de hoje na Assembléia da República com um painel em que
Carlos Reis e Vasco Graça Moura farão as intervenções iniciais,
seguindo-se as outras entidades convidadas e os grupos
parlamentares.
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