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06/AGO/2007
Crônica Literária
O mundo possui tantos autores de qualidade –
conheçamos alguns!
Por Pedro Silva
Vozes
lusitanas, e de qualidade literária, são várias. Para já
destacamos três: Angelino Pereira, autor de dois trabalhos
magníficos, versando temas nacionais, a saber “O problema da
gente são as pessoas?” (Ed. Minerva, Lisboa, 2004, 175 pp.) e
“Nostalgia entre Angola e o «puto»” (Ed. Cidade Berço,
Guimarães, 2000, 384 pp.). Mariano da Rosa é um prolífico cronista
e autor de excelência, como bem demonstra em “O todo essencial”
(Universitária Editora, 2005, 167 pp.) Por último, Ângela Monforte,
em “Palavras à solta”, lançado em 2004, pela editora Amores
Perfeitos (Famalicão, 52 pp.). Em comum, o amor à arte escrita e,
claro, o facto de serem autores de qualidade.
A nossa viagem literária de hoje
leva-nos, também, à nação brasileira. Valéria da Silva, apesar de
residir actualmente em Portugal, é natural do Brasil. E
“CristalBrasil” (Ed. Minerva, 182 pp.) é o seu primeiro e
muito aclamado trabalho literário. Já Rosalvo Júnior é um autor
com vasto currículo, de onde destacamos obras como “Casca fogo”
(119 pp.), “Bonita” (162 pp.), “O chibungo” (124
pp.), “Escravos do destino” (2001, Site editora, 189 pp.) e
“O jardim das borboletas” (101 pp.). Vemos em Cacaso uma
voz promissora, sobretudo tendo como fonte de leitura o texto
“Beijo na boca” (7 Letras, 2000, 61 pp.). Também Tony Gandra,
com “Revisitando nosso lar” (Abrather, 2002, 111 pp.)
surpreende pela positiva. A nossa amiga Stela Vecchi é outro nome
consagrado, tendo em “Feng Shui Lógico” (Ícone Editora,
2004, 160 pp.) provavelmente o seu trabalho mais mediático. Não
queríamos terminar sem referir Rogério Andrade Barbosa, escritor
de largos recursos estilísticos, que se vem destacando na escrita
para os jovens, do qual destacamos “Rio arriba, mar abajo”
(Ed. Melhoramentos, 2002, 22 pp.) e Solange Rech, com quatro
títulos magníficos: “Sacerdócio poético” (Editograf, 2004,
161 pp.), “De amor também se vive…” (Blocos, 131 pp.),
“Serões na rede” (2002, 158 pp) e “Meus sonetos premiados”
(2005, 165 pp.).
Para quem, como nós, vive de e para a
literatura, tomar conhecimento com novos nomes da escrita é sempre
motivo de grande alegria. Portanto, a nossa meta agora é viajar
longe mas com os olhos colocados na cultura. Em primeiro lugar,
deslocamo-nos até à Costa Rica, onde tomamos contacto com Carlos
Morales, autor de “Los sonidos de la aurora” (Editorial
Universitária Costa Rica, 1993, 212 pp.). Em segundo lugar,
viajemos até à Argentina, onde Leonardo Javier Valle nos dá a
conhecer “Navarro” (Siglo XXI, 2005, Buenos Aires, 236 pp.)
e “La outra mitad” (Bifronte Editores, 2005, 109 pp.). No
Brasil podemos ler “O quintal iluminado” de Wanda Alves
(Magia das Letras, 2003, 407 pp.). Também na nação irmã voltamos a
falar de Mónica Camargo Coutinho para destacar as obras
“Sombras da minha vida” (2005, 85 pp.), “Memórias do
inferno” (2002, 108 pp.) e “Coquetel de emoções” (2006,
98 pp.). Por último, já em Portugal, visitamos a bela ilha de
Angra do Heroísmo, onde conhecemos a autora Sónia Bettencourt
Vieira, autora de “Pena e pluma” (2003, 31 pp.) que a
coloca como um jovem valor português no campo literário.
É do Brasil que tomamos contacto
directo com maior número de autores actuais. Por isso é
perfeitamente normal que sejam autores brasileiros a dominar os
destaques deste espaço literário. Hoje, a saga continua, com
vários nomes de prestígio. Em primeiro lugar, Joaquim Branco,
autor de “Verdes vozes modernistas” (I.F.S.P., Minas
Gerais, 2006, 83 pp.) e de “O menino que procurava o reino da
poesia” (IFSP., 2004, 24 pp.), dentro de contextos
infanto-juvenis. Já Lilian Weber de Freitas se destaca com três
títulos, “Em busca da paz” (Cres Edições, 2005, 86 pp.),
“Saindo da lama ao encontro da luz” (Porto Alegre, 2005, 73
pp.) e “Deus: temer ou amar” (2005, 86 pp.), obras que
procuram transmitir conforto interior. Já de Jean-Pierre Barakat,
destacamos obras em língua francesa, no caso “Liturgie d’amour”
(Editions Castel, 1998, 44 pp.) e “Eros, philos, agapé”
(Ed. Castelo, 1995, 54 pp.), dominando a poesia como poucos. Rosa
Bonini é uma autora já aqui abordada, aproveitando neste momento a
oportunidade para propor a leitura de quatro títulos, todos pela
Editora ST5, de São Paulo: “Merlim, o imortal” (1997, 140
pp.), “Prin” (2001, 61 pp.), “A volta dos guerreiros”
(2004, 90 pp.) e “A procuradora dos pirilampos” (58
pp.). De Guilherme Azevedo, recomendados vivamente “As
aventuras de Alencar Almeida” (Ed. Casa Amarela, 2005, 85 pp.)
e “Entrevista com o diabo” (Tupynanquim Editora, 2002,
Fortaleza, 30 pp.). Em outro registo, mais quatro nomes a fixar:
Luciano Gutembergue Bonfim (“Dançando com sapatos que
incomodam” – Ed. Autor, 2002, 50 pp, Fortaleza), João Gabriel
C. Teixeira (“A teoria da sociedade em Freud” – 1991, 55
pp.), Salézio Soethe (“Tornando-se consciente de si mesmo”
– Odorizzi, Blumenau SC, 2004, 175) e Ana Anciães (“Baralho
cigano” – 2003, 186 pp.).
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O adeus às crônicas literárias!
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