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01/ABR/2006
Sétima
arte ajuda a divulgar projeto museológico Moto Histórica promove
Douro no Reino Unido
A região do Douro é o "fio" condutor de uma curta-metragem que
visa divulgar e promover, não só a região, mas também o projeto do
Museu da Moto Histórica do Douro (MMHD), que vai ter lugar no
concelho de Armamar.
Ígor Lopes (Portugal)-
As imagens que serão exibidas no Reino Unido, no próximo dia 25 de
Abril, na mais importante conferência mundial de museologia, em
Leicester, mostram uma região diferente, com um imenso potencial
interpretado por uma arrojada iniciativa de atratividade
garantida, o MMHD, tendo por escopo o desenvolvimento sustentado
de uma “região deprimida e que necessita de infra-estruturas
culturais, de investigação científica, lazer, ócio e
desenvolvimento, com projeção internacional assegurada, geradora
de riqueza localmente fixada”.
Com motos míticas, falcões, pointers e "temperos" medievais na
Ucanha, num dos cenários de maior beleza duriense, são
apresentadas as mais ancestrais tradições desta região única de
montanhas "talhadas" a mão.
As filmagens foram feitas no início de Março e contaram com a
ajuda preciosa de vários falcões, que são um dos símbolos dos
"cavaleiros do asfalto", já que estamos a falar do animal mais
rápido sobre a terra, que alcança os 380 quilômetros por hora em
vôo picado.
Através de uma câmara, foi possível recolher imagens únicas das
paisagens do patrimônio e das tradições do Douro, desde Gaia ao
Pinhão, em Alijó.
A produção do filme contou com o apoio de mais de 50 pessoas,
entre figurantes, profissionais, amantes do projeto e falcões,
além de mais de uma dezena de motos, cães, caçadores,
agricultores, belas paisagens e sonoridades. Uma das estrelas
desta produção foi o ícone mais marcante da indústria motociclista
da atualidade, a Rocket III da Triumph, avaliada em cerca de 20
mil euros e que estava equipada com três dos cilindros do DODGE
Viper.
Ao todo, são três horas de imagens que, após a edição, vão dar
lugar a sete minutos de apresentação final.
Dois dias de filmagens e 160 takes depois, Amadeu Peixe,
presidente da Fundação do MMHD, quer, em poucos minutos,
"conquistar" a comunidade cientifica em Leicester para esta
belíssima região.
"O objetivo desta curta-metragem é apresentar o projeto do MMHD e,
em simultâneo, projetar Portugal e o Douro como Patrimônio Mundial
da Humanidade. Assim, a idéia é utilizar parte do filme para
descrever a região desde Gaia ao Douro e parte para contar o
projeto e as suas múltiplas valências", afirma Amadeu Peixe.
Este filme, produzido com uma grande eficácia de meios, não será
único. Haverá, até ao final do ano, outra produção, orçada em
aproximadamente 50 mil euros, que vai contar com imagens aéreas da
região e das motos a conviver com as paisagens do Douro.
"Quero mostrar que esta região é também o palco preferido de
muitos e importantes aventureiros do nosso País que lideram os
mais importantes projetos nacionais e internacionais a nível
empresarial e que, com a sua determinação e ousadia, fazem
Portugal avançar", sublinha este responsável.
"Duas estradas divergiam num bosque e eu segui a menos percorrida,
o que fez toda a diferença, dizia Robert Frost, e eu estou a fazer
o mesmo, finaliza Amadeu Peixe. |