O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon,
afirmou que recebeu a notícia da conclusão de um relatório sobre a
violência cometida no Timor-Leste em 1999 durante a votação do
referendo que levou à independência do país.
O documento encerra os trabalhos da
Comissão de Verdade e Amizade entre o Timor-Leste e a Indonésia.
O grupo foi criado para apurar casos de
assassinato, tortura e estupros. Segundo agências de notícias pelo
menos 1 mil pessoas teriam morrido durante a onda de violência.
De acordo com o relatório, a maior parte
da responsabilidade pelas mortes seria de forças de segurança da
Indonésia.
Numa cerimônia em Bali, na última
terça-feira, o presidente do país teria expressado remorso pelos
erros cometidos em 1999.
Assistência
Em sua nota, Ban Ki-moon, elogiou a decisão dos presidentes José
Ramos-Horta do Timor-Leste e Susilo Bambang Yudhoyono, da
Indonésia, em tomar medidas concretas para assegurar a inteira
prestação de contas para acabar com a impunidade.
Ban também disse que decisão de indenizar
as vítimas da violência está de acordo com os padrões
internacionais dos direitos humanos.
As Nações Unidas se colocaram à disposição
para prestar assistência técnica na implementação das medidas.