O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se
na quinta, 20 de março, para discutir o mais recente relatório
sobre a situação na Guiné-Bissau.
No encontro, o enviado da ONU ao país,
Shola Omoregie, informou que as eleições parlamentares estão
marcadas para 16 de novembro deste ano.
O encarregado de informações da Onugbis,
Vladimir Monteiro, falou à Rádio ONU de Bissau sobre as
dificuldades no terreno.
"No seu relatório, o Secretário-Geral
apela à comunidade internacional para apoiar financeiramente a
Guiné-Bissau, em particular a sanear as dívidas relacionadas com
eleições democráticas anteriores. As Nações Unidas já começaram,
nomeadamente o Programa das Nações Unidas, o Pnud, mas são
precisos muitos mais meios", disse Monteiro.
Segundo Omoregie o anúncio contribuiu para
dissipar tensões que se haviam acumulado nos últimos dias.
O enviado da ONU notou ainda que as
preparações para as eleições estão a decorrer de forma muito lenta
e apelou à comunidade internacional no sentido de manter o
envolvimento na Guiné-Bissau.
Omorogie disse que o não-cumprimento das
expectativas poderá colocar em perigo as reformas atualmente em
curso no país.
Futuro otimista
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou um relatório ao
Conselho de Segurança sobre a situação na Guiné-Bissau, e destacou
os esforços do Governo de Martinho N'Dafa Cabi para engajar a
comunidade internacional nos esforços de reforma em curso no país.
Ban saudou ainda a inclusão de Bissau na
agenda da Comissão para a Consolidação da Paz assim como a
assinatura de um programa de assistência pós-conflito com o FMI,
Fundo Monetário Internacional.
Referindo-se às eleições, o
Secretário-Geral afirma que este referendo constituirá um momento
chave para se avaliar o estado da democracia no país.
O relatório, divulgado em 24 de março,
menciona ainda a reforma em curso no setor da segurança, que a
longo prazo servirá para reforçar a estratégia de combate ao
tráfico de droga no país.