A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa completou 11 anos de
atividade neste ano, e vem marcando presença em diversos órgãos
internacionais, sobretudo em 3 áreas fundamentais: a coordenação
político-diplomática, a cooperação e a promoção da língua
portuguesa.
Em entrevista exclusiva ao Mundo Lusíada, o Embaixador Luís
Fonseca, Secretario Executivo da CPLP, fala sobre o Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa, o papel da instituição e o peso
de Brasil e Portugal como países-membros.
Neste ano, foi iniciado em Maputo uma colaboração com a UNESCO no
projeto de criação para partilha de conteúdos audiovisuais entre
os operadores públicos de televisão dos oito países da CPLP.
"Estamos numa fase em que a nossa preocupação ainda está sobretudo
versada sobre a preservação e conservação dos arquivos existentes.
Mas, pretendemos avançar para a partilha de conteúdos e para a
realização de co-produções. E, porque não, almejo um serviço
televisivo comum que seja veículo da imagem dos nossos países e
voz dos nossos cidadãos nas diásporas e no mundo".
As comunidades imigrantes oriundas de países de língua porutguesa
também é um assunto que a CPLP tem discutido em eventos como o
seminário “Migration and Development Policy within the CPLP
Framework: Engaging Diasporas as Agents for Development”,
organizado pela Gulbenkian, Organização Internacional para as
Migrações (OIM), Alto Comissariado para a Imigração e Minorias
Étnicas (ACIME), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD)
e outras entidades.
A organização defende sobretudo a "associação entre políticas de
imigração de desenvolvimento como meio de eliminar a discriminação
contra os migrantes e torná-los agentes no processo social e
econômico dos países de origem e de acolhimento".
Defendendo as muitas iniciativas e atividades desenvolvidas pela
CPLP desde 1996, o SE diz achar "absolutamente normal que as
pessoas se sintam insatisfeitas". "Todos devemos estar
insatisfeitos, porque gostaríamos que se fizesse mais e melhor e
que os resultados fossem mais palpáveis. Mas muitas vezes as
críticas que surgem são resultado das expectativas daquilo que as
pessoas desejariam que fosse a CPLP".
Diante do encerramento das suas funções, durante a Cimeira de
Chefes de Estado e Governo em julho de 2008, Luis Fonseca comenta
exigências e afirma que a CPLP não pode ultrapassar as
competências dos próprios governos de seus países-membros.
Confira a
entrevista, na íntegra, AQUI.