MUNDO cplp
 
 ENTREVISTA EXCLUSIVA

01/NOV/2007

 

11 anos de atividade

CPLP almeja produção de TV no mundo

 

"Almejo um serviço televisivo comum que seja veículo da imagem dos nossos países e voz dos nossos cidadãos nas diásporas e no mundo"

Mundo Lusíada

 

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa completou 11 anos de atividade neste ano, e vem marcando presença em diversos órgãos internacionais, sobretudo em 3 áreas fundamentais: a coordenação político-diplomática, a cooperação e a promoção da língua portuguesa.

Em entrevista exclusiva ao Mundo Lusíada, o Embaixador Luís Fonseca, Secretario Executivo da CPLP, fala sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o papel da instituição e o peso de Brasil e Portugal como países-membros.

Neste ano, foi iniciado em Maputo uma colaboração com a UNESCO no projeto de criação para partilha de conteúdos audiovisuais entre os operadores públicos de televisão dos oito países da CPLP. "Estamos numa fase em que a nossa preocupação ainda está sobretudo versada sobre a preservação e conservação dos arquivos existentes. Mas, pretendemos avançar para a partilha de conteúdos e para a realização de co-produções. E, porque não, almejo um serviço televisivo comum que seja veículo da imagem dos nossos países e voz dos nossos cidadãos nas diásporas e no mundo".

As comunidades imigrantes oriundas de países de língua porutguesa também é um assunto que a CPLP tem discutido em eventos como o seminário “Migration and Development Policy within the CPLP Framework: Engaging Diasporas as Agents for Development”, organizado pela Gulbenkian, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e outras entidades.

A organização defende sobretudo a "associação entre políticas de imigração de desenvolvimento como meio de eliminar a discriminação contra os migrantes e torná-los agentes no processo social e econômico dos países de origem e de acolhimento".

Defendendo as muitas iniciativas e atividades desenvolvidas pela CPLP desde 1996, o SE diz achar "absolutamente normal que as pessoas se sintam insatisfeitas". "Todos devemos estar insatisfeitos, porque gostaríamos que se fizesse mais e melhor e que os resultados fossem mais palpáveis. Mas muitas vezes as críticas que surgem são resultado das expectativas daquilo que as pessoas desejariam que fosse a CPLP".

Diante do encerramento das suas funções, durante a Cimeira de Chefes de Estado e Governo em julho de 2008, Luis Fonseca comenta exigências e afirma que a CPLP não pode ultrapassar as competências dos próprios governos de seus países-membros.

 

Confira a entrevista, na íntegra, AQUI.

ÍNDICE CPLP

ENTREVISTA COMPLETA

» CPLP não ultrapassa competências dos próprios países, diz Secretário Executivo

 

» CPLP: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa depende da vontade dos países

 

» Portugal aproxima europeus da CPLP durante presidência na UE

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