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28/DEZ/2005
Bahia vai a Angola levar energia a
pobres
Concessionária do Estado firmou
convênio com empresa angolana para ajudar a levar e a manter
eletricidade em locais de baixa renda
A concessionária de energia elétrica
baiana vai até Angola aumentar o acesso a energia elétrica. O país
africano enfrenta hoje um problema que vem diminuindo nesse Estado
brasileiro, que vive a fase de levar eletricidade a comunidades
pobres e mantê-la nesses locais mesmo com as dificuldades
financeiras das famílias carentes.
A COELBA (Companhia de Eletricidade do
Estado da Bahia) vai prestar assistência à EDEL (Empresa de
Distribuição de Energia Elétrica de Angola) é quem presta o
serviço neste setor.
Angola é um dos países mais pobres do
mundo. Está em 160º no ranking mundial do IDH (Índice de
Desenvolvimento Humano), à frente apenas de 17 nações. Só 20% de
sua população tem acesso a eletricidade. Até 2010, o governo
angolano pretende aumentar esse percentual para no mínimo 30%.
Grande parte do país (32%) ainda utiliza técnicas tradicionais
para obtenção de energia, como a queima de lenha e de carvão.
A eletricidade, apesar de ser um
benefício que estimula o desenvolvimento, tem um custo com o qual
muitos não conseguem suportar. A COELBA enfrentou e ainda enfrenta
o desafio mesmo nas áreas urbanas da capital baiana. Em Salvador,
segundo a empresa, 55% da população é de baixa renda e recebe
subsídio do governo por consumir menos de 80 quilowatts/hora ao
mês. Mesmo com esse benefício, a empresa amargava altos índices de
inadimplência. A saída foi ensinar os moradores pobres a
economizar energia e evitar o desperdício. Com isso, o consumo
caiu, as contas ficaram mais baratas e a COELBA passou a lucrar
mais com o aumento da adimplência.
São experiências como essa que
técnicos da companhia vão levar até Luanda, capital de Angola. Na
primeira quinzena de janeiro, eles ficarão no país para conhecer
de perto a realidade angolana e seus maiores desafios. De volta ao
Brasil, vão desenvolver propostas para combater os problemas que
conheceram. Esse intercâmbio deve ocorrer por dois anos, durante
os quais serão realizados diversos encontros, seminários e
workshops.
“A COELBA enfrentou coisas bastante
parecidas e, como a EDEL, teve que começar praticamente do zero
para encontrar soluções adequadas”, afirma a coordenadora de
Eficiência Energética da COELBA, Ana Christina Romano Mascarenhas.
“Nosso objetivo é levar nossa experiência para Angola para
facilitar o trabalho deles. Queremos levar tudo mastigadinho
mesmo, mostrar quais são os caminhos mais eficientes e como evitar
alguns dos problemas que encontramos”, conta.
A assinatura do convênio com a EDEL
tem o apoio da USAID (Agência dos Estados Unidos para o
Desenvolvimento Internacional) e ocorreu na mesma ocasião em que a
COELBA assinou um outro acordo, com a USAID e também o PNUD, além
da organização não-governamental Gente do Brasil, que visa o
fornecimento de qualificação profissional para as comunidades
carentes de Salvador. ONU |
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