Nascido em 17 de julho de 1941, em Arouca,
distrito de Aveiro, Portugal, Ernesto Vieira contabilizava na
noite de 12 de julho, exatamente 53 anos, 11 meses e um dia no
Brasil. Em seu sotaque, pouco se percebe de um Portugal longínquo
que deixou aos quase 13 anos de idade.
Na noite do último dia 12, o dirigente
associativo de Santos teve uma grande surpresa ao chegar na
Sociedade União Portuguesa de Santos e se deparar com a entidade
às escuras. Convidado para ver algum assunto pendente, tomou um
susto ao subir as escadas do salão de festas e só então ver que lá
estavam cerca de 100 convidados o aguardando para lhe dar os
parabéns, o cumprimentar e lhe um abraço amigo.
Prestes a viajar para a terra-natal, onde
fica por 40 dias, Ernesto Vieira disse ter recebido a recepção
preparada em segredo por amigos e familiares, com enorme alegria e
muita surpresa. Em seu entendimento, disse, as pessoas que ali
estavam, são pessoas de seu convívio e gente de valor inestimável.
“Você sabe que o mundo vive de respeito,
de amor, de carinho, e isso é meu grande patrimônio; assim, eu
aprendi a admirar as pessoas que se comportam com ética; esta é a
grande fortuna que todo ser humano pode levar”, disse Ernesto ao
Mundo Lusíada após cumprimentar cada uma das pessoas presentes.
Durante a noite festiva, com salão
decorado (muitos deles com motivos do Santos Futebol Clube, o qual
ele foi o presidente entre 1981 a 1983), muita música e no telão
muitas mensagens exibidas, com palavras de carinho de familiares e
amigos no Brasil e no exterior, exclusivamente para serem exibidas
nesta noite. Entre elas, uma mensagem do amigo Armênio Mendes que
se encontrava em Portugal.
Ao microfone, Ernesto falou emocionado em
agradecimento aos momentos que estava vivendo, aos filhos, às
filhas, aos familiares e tantos amigos, muitos deles que mantém
relação de amizade de quatro décadas.