O vídeo-reportagem "Rancho Folclórico
Tricanas de Coimbra: a preservação do folclore português" mostra
que, na Baixada Santista, há um espaço de Portugal muito bem
preservado e representado por folcloristas luso-brasileiros.
O vídeo é um trabalho de conclusão de
curso em Jornalismo, apresentado pelos alunos Anderson Araújo,
Auni Nasser Mallat e Éderson Bertocchi à Faculdade de Comunicação
Social e Artes do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), de
Santos-SP, e teve orientação do professor e jornalista Adelto
Gonçalves, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, e da
jornalista Christianne Leite, professora da disciplina de
Telejornalismo.
O jornalista recém-formado Ederson
Bertocchi, integrante do grupo de danças do Rancho Folclórico,
disse que a preservação do folclore português na região tem se
dado, em grande parte, em função da atuação do Tricanas de
Coimbra, que representa as tradicionais festas, trajes, danças e
cantares das regiões da Beira Litoral e Distrito de Coimbra.
O Rancho iniciou suas atividades em 17 de
agosto de 1962, sendo o mais antigo da Baixada Santista. Já
percorreu todo o Estado de São Paulo e Rio de Janeiro, mostrando
as danças e as músicas daquelas regiões de Portugal.
"O clube ficou sem o folclore durante 13
anos, entre 1978 e 1991, quando houve uma reformulação em suas
atividades", observa Bertocchi. "O que move o grupo é a vontade de
trazer um pedacinho de Portugal para perto de seus filhos",
acrescentou.
A reestréia do grupo folclórico deu-se em
março de 1991, com os veteranos dando ênfase às danças típicas da
região à beira do Rio Mondego. O ressurgimento legou uma herança
cultural para o grupo atual formado, em sua maioria, por
luso-descendentes, além de simpatizantes, como o próprio Bertocchi,
que não é originário de família portuguesa.
Foram entrevistados Jorge Rodrigues do
Valle, presidente do Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra, Álvaro
Sobral e José Rodrigues Liberado, ex-presidentes, o empresário
Armênio Mendes, o diretor do folclore do grupo, José Soares Lopes,
e a ensaiadora Ana Cláudia Sobral Bongiovani, além de músicos,
cantadores e outros componentes do grupo de danças.
Para a professora Christianne Leite, o
trabalho atendeu a todos os objetivos com "um texto bem amarrado,
depoimentos ricos e ampla pesquisa histórica".