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10/NOV/2006
Conselho inaugura espaço em homenagem ao
Comendador Valentim dos Santos Diniz
Odair Sene | Mundo Lusíada
No passado 08 de novembro, o Conselho
da Comunidade Luso Brasileira do Estado de São Paulo constituiu
mais um marco para o órgão e para a comunidade portuguesa: a
inauguração de um espaço de trabalho chamado “Valentim dos Santos
Diniz”, no edifício da Casa de Portugal de São Paulo.
Mundo Lusíada
“Quase todas as associações portuguesas em São Paulo estão aqui
hoje. É mesmo um sinal de apoio. E este espaço é para que elas
exercitem essa função que o Conselho tem porque quem dirige o
Conselho são as associações”, disse o presidente do órgão, Antonio
de Almeida e Silva, que deseja agora “honrar a confiança” das
associações luso-paulistas.
Durante a inauguração da sala, o Cônsul Geral de Portugal em São
Paulo, Luís Barreira de Sousa falou sobre o órgão representativo e
sobre Comendador Valentim dos Santos Diniz como um “grande
exemplo”. O órgão fundado pelo Com. Diniz tinha a intenção de
unificar as associações portuguesas do Estado de São Paulo, em uma
representação unitária. “Um homem que veio para cá novíssimo e que
rapidamente criou o maior grupo distribuidor brasileiro, que
passou obviamente por várias fases de crescimento e afirmação na
sociedade brasileira, e que teve a sorte depois de um processo de
sucessão, com algumas tribulações, ter encontrado no filho mais
velho um grande espírito empresarial”, disse o Cônsul sobre o dono
da rede Pão-de-Açúcar, exemplo no Brasil e no mundo, segundo ele.
Defendendo uma biografia do empresário, o cônsul disse que “é um
livro que falta escrever, não está escrita a biografia do
Comendador, mas precisaria ser escrito para servir de exemplo às
novas gerações”.
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O evento contava com a presença confirmada de Valentim dos Santos
Diniz, porém, de acordo com a secretária, ele que já não se
locomove com facilidade (aos 93 anos), teria tido indisposição.
Emocionado, o presidente do Conselho, Antonio de Almeida falou
sobre o Comendador, com quem trabalhou por 11 anos, desde a
fundação do órgão. “Eu pude acompanhar o idealismo deste homem, o
que ele fazia em absoluto anonimato, não gostava de falar em
muitas pessoas, até as associações que ele ajudou foi sempre no
anonimato, é uma das maiores referências na nossa imigração. Eu
tenho muito orgulho, temos um carinho pelo outro enorme, eu fiquei
muito emocionado mesmo porque é uma pessoa que respeito muito”.
Após a inauguração, os conselheiros aproveitaram a oportunidade
para realização de três assembléias do Conselho da Comunidade
Portuguesa, com a presença de diversos presidentes de associações.
Além da aprovação orçamentária de 2007, e a reforma estatutária,
foi promovida uma discussão aberta, como a primeira
assembléia-piloto de tema livre abrindo espaço às entidades
através dos representantes presentes. “A partir de fevereiro vamos
fazer periodicamente assembléias abertas à comunidade toda”, disse
Almeida e Silva.
Descerramento – A placa mostrando os nomes do presidente Antonio
de Almeida e Silva, do seu vice Rui Fernão Mota e Costa e uma
lista de membros, foi descerrada na nova sede social do Conselho
por Joaquim Justo dos Santos e pelo cônsul de Portugal em São
Paulo, Luís Barreira de Sousa. Outro descerramento exibindo um
quadro do comendador Valentim dos Santos Diniz (pintado à mão),
foi pelas mãos de Almeida e Silva, Justo dos Santos e Luís
Barreira. O pintor Leandro Nero demorou cerca de 25 dias para
finalizar o quadro do Comendador baseando-se em foto oficial.
Organização de Agenda
De acordo com o presidente do Conselho, Antonio de Almeida e
Silva, será criada uma comissão, antes do fim do ano de 2006, para
que todos os diretores sociais sejam convocados para uma reunião
com seus respectivos calendários.
Dessa forma, as associações poderão conciliar as datas e elaborar
um calendário em que as datas não se choquem, e não aconteça
diversos eventos no mesmo momento, como vem acontecendo na
comunidade de São Paulo. “O calendário é uma das coisas que nós
vamos por em prática a partir de janeiro de 2007”. |