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01/NOV/2006
Conselho de São Paulo quer organizar
calendário de eventos, sem fusão
Odair Sene | Mundo Lusíada
De acordo com o presidente em
exercício da Casa de Portugal de São Paulo, e vice-presidente do
Conselho das Comunidades do Estado de São Paulo, Julio Rodrigues,
um dos trabalhos iniciados por esta gestão do Conselho, presidida
por Antonio de Almeida e Silva, é a organização de datas para a
realização de eventos dentro da comunidade portuguesa.
Mundo Lusíada
Vice-presidente
do Conselho das Comunidades de São Paulo, Julio Rodrigues
“Por exemplo, hoje está tendo um
grande evento em Santos, no Clube Português. Isso obviamente cria
uma certa duplicidade e uma divisão de atenções com relação ao
evento da Casa de Portugal. Então, nesse momento é certeza que
outros clubes portugueses estão mantendo jantares e eventos”,
disse Julio Rodrigues ao Mundo Lusíada em 20 de outubro.
Por diversas vezes, a comunidade portuguesa se deparou com a
duplicidade de almoços e noites portuguesas no mesmo dia. “Temos
muitas entidades portuguesas, temos dois ou três eventos semanais,
obviamente vai ter uma duplicidade. Mas nós vamos tentar evitar ao
máximo não coincidirem as grandes datas, os grandes eventos”.
Para Julio Rodrigues, é preciso uma reformulação nas agendas das
casas, mas não uma fusão delas. “Nós vivemos em casas regionais e
nós queremos que haja diversidade. É muito importante, isso é
cultura. Só que nós queremos organizar um calendário de modo que
não haja a situação que temos hoje: três eventos acontecendo no
mesmo momento”.
Em São Paulo, fusão não é
positiva
Ao Mundo Lusíada, Julio Rodrigues disse que a idéia de fusão entre
entidades portuguesas para São Paulo não seria positiva. A
iniciativa, que contrasta com outras opiniões, objetiva o
fortalecimento de uma associação lusa como representativa às
demais, está sendo defendida por muitos dirigentes na Baixada
Santista, porém sem a mesma repercussão em São Paulo. “A fusão
está aqui; a fusão é a Casa de Portugal, é o Centro Trasmontano.
Eu acho que o regionalismo existe, as culturas são autóctones, sei
que não há pessoas que concordam com isso, mas nós defendemos nos
reunir num ápice comum, num destino comum, num propósito comum”,
disse Julio. “O que os portugueses construíram não dá para fazer
uma duplicidade de coisas, e também seria injusto. Nós não
queríamos que a Câmara de Comércio fosse uma só, que a Casa de
Portugal fosse uma só, que o Conselho fosse um só. Isso que cria a
riqueza, a nossa diversidade, a nossa cultura”, finalizou.
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