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04/SET/2006
Entrevista: A atual
situação da Lusa
Muito trabalho e esperança marcam gestão de
Manuel da Lupa
Vanessa Sene | Mundo Lusíada
Depois de assumir a presidência do
clube em 2005, Manuel da Lupa se deparou com uma missão muito
difícil. Ao Mundo Lusíada, o atual presidente explica que a
situação financeira do clube era ainda pior do que se esperava.
As gestões anteriores deixaram dividas
e dúvidas na Lusa. “Infelizmente as pessoas que passaram por aqui,
eu não digo que foram desonestas, mas foram pessoas omissas e
deixaram esse clube ao ‘Deus dará’”.
De acordo com ele, está sendo feito um
trabalho minucioso em sua gestão, com muitas modificações
internas. “É claro que para fazer tudo isso com pouco dinheiro é
difícil, mas estamos numa luta, eu tenho fé que se todo mundo
colaborar podemos fazer um bom trabalho”.
A Portuguesa foi fundada em 14 de
agosto de 1920, teve como primeiro presidente Eugênio Augusto
Torres de Lima, e sempre foi vista como grande representatividade
da comunidade portuguesa. Nos últimos anos porém, ela tem passado
por uma crise, financeiramente e no desempenho do seu time, que
coloca em dúvida o futuro do clube. De acordo com o presidente
Lupa, as gestões passadas foram responsáveis pela atual crise e
pela forma negativa que a Portuguesa vem sendo citada.
“Eu estou com fé que, depois que
terminar nossa gestão, se vim uma outra gestão do mesmo porte, que
esse coloque a Portuguesa no trilho”, disse o administrador.
“Trabalhando honestamente como nós trabalhamos, com dedicação, com
vontade, eu acho que Deus não abandona esse clube”, referiu. E não
só nas contas, Manuel da Lupa espera melhorar também no futebol.
“Se o futebol melhora, o clube todo melhora”.
Dívida
Além das dívidas de gestões
anteriores, o clube corre o risco de cair para a Série C do
Campeonato Brasileiro. Atualmente o clube responde por mais de 200
processos na Justiça do Trabalho e tem uma dívida que ultrapassa
200 milhões de reais, de acordo com a agencia PNN.
Segundo o presidente Manuel da Lupa, a
Portuguesa entrou numa briga com o TRT (Tribunal Regional do
Trabalho) para tentar equacionar todos os débitos trabalhistas do
clube numa vala única, para ser pago mensalmente. “Eu estou com
muita fé porque a partir de 1º de setembro assume o novo
presidente do TRT, e eu estou com bastante esperança de conseguir
fazer algo novo”.
Ao Mundo Lusíada, o presidente Lupa
explicou que o alto valor também refere-se à gestões anteriores,
quando mandaram um “elenco todo embora”, a Justiça foi procurada,
e a Portuguesa acabou com um débito muito alto a ser pago.
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