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Para que possamos ter uma idéia de onde
viemos, o que fomos e o que seremos, temos que relatar um passado
glorioso na formação do nosso Portugal Moderno, com as nuances
características acontecidas nos tempos passados, uma vez que somos
eternos, de acordo com a transmissão eterna dos corpos e a
formação do nosso DNA, bem como, a transmissão do inconsciente
coletivo de nossa espécie, às gerações seguintes.
Lá bem longe no tempo, numa época quase
perdida nesse tempo, existiam raças, que naturalmente estavam
sempre em guerra com outras, e na região que hoje é o nosso
Portugal, existiam os Celtas, que provavelmente foram os nossos
primitivos antepassados, embora já no litoral de Portugal os
gregos tivessem formado suas colônias, isso pelas bordas do sétimo
século antes de Cristo, muito embora eles não tivessem adentrado o
território, ficando exclusivamente na beira do litoral. O nome de
Lisboa vem do grego, dessa raça culta, derivando do nome Ulisses,
Ulisbon, e daí Lisboa.
Todas as invasões de povos guerreiros
paravam sempre nessa terra milagrosa, porque daí para a frente
encontravam o oceano e então acabavam ficando ali mesmo, o que
derivou em um ajuntamento de povos, que com certeza foram os
feitores dessa terra magistral. Os Celtas, os Lusitanos, os iberos
e outros, começaram a formar um povo mais categorizado, e após
alguns séculos, houve a chegada do maior povo guerreiro da
humanidade, os "Romanos", que com seu império, que durou 800 anos,
invadiram a Península Ibérica e lá ficaram por 1000 (mil) anos ou
seja 300 anos antes de Cristo, até 711 anos depois de Cristo, já
na nossa era.
No ano 237 antes de Cristo, o exército
romano ocupou na Espanha a cidade de Cadiz e durante 50 anos foi
ocupando vários locais até o ano de 197 AC. ocuparam toda a
Península Ibérica, lançando como capital a cidade de Córdova, para
que no ano de 165 AC. invadissem a Lusitânia, embora os lusitanos
comandados por Viriato tivessem brecado essa invasão, chegando até
a derrotar os romanos, mas, ele acabou sendo morto por eles.
Após algumas guerras na Península
Ibérica, o imperador romano Vespasiano dá a todas as cidades
conquistadas os direitos iguais à Roma e no ano de 36 antes de
Cristo, toda a Península Ibérica foi anexada à Roma. Já no ano 27
ainda no mesmo período, o imperador Marcus Agrippa divide a
Península em três partes: Baética, Terraconensis e Lusitânia e um
ano depois a "Emérita Augusto-Mérida" foi declarada como capital
da Lusitânia.
A cidade de Lisboa tornou-se o maior
centro comercial romano de todos os tempos, porque dali toda a
produção de alimentos era enviada para Roma, uma vez que, os
romanos em suas terras não plantavam nada e obrigavam os povos
conquistados a fornecer quotas de alimentos, que então eram
endereçadas para Lisboa e ela tornou-se o maior "Município
Romano", de onde saiam comboios de navios carregados de
mercadorias e alimentos e em direção à capital do império romano.
Agora já passamos para a nossa era,
portanto, no ano de 74 depois de Cristo, o império romano
instituiu o Latim como língua em todo o seu império e por volta do
ano 200, o cristianismo tomou conta de toda a Península, porém, no
ano 303, o imperador Deocleciano decreta a perseguição aos
cristãos, mas a brava gente lusitana reagiu e a cidade de Braga
ficou como um baluarte na era cristã, e só no ano 312 é que o
imperador Constantino reconheceu o cristianismo.
Já no ano de 409, um povo, os
"Visigodos" invadem a Península e em 411 outro povo invade a
Lusitânia, ficando no norte. Até o ano de 438 um novo conflito se
estabelece, quando os romanos resolvem tentar reconquistar a
Península. Os suevos, outro povo invasor, no ano de 468 conquistam
as cidades de Conimbriga e Lisboa e depois de muitas peripécias,
eles são convertidos ao cristianismo, e ainda os visigodos no
poder efetuam reformas, todavia, nova invasão da Península Ibérica
aconteceu no ano de 711, onde tropas vindas da África, do Marrocos
e da Mauritânia invadem esse território, e já em 714 quase toda a
península estava em seu poder, sendo que, em 716 Lisboa foi tomada
por esses mouros, havendo porém, uma grande revolta, mas no ano de
809 os mouros conseguem retomar Lisboa.
Dai em diante, os povos já conquistados
em várias eras começaram a se aglomerar e a formar uma identidade
mais forte e a Lusitânia começou a se firmar, aparecendo o
lusitano arcaico, uma língua resultante da mistura de todas as
línguas invasoras. Com a criação do Portugal por D. Afonso
Henriques, já no início do segundo século do novo milênio, em
1179, ao norte da região da Lusitânia, e com a expulsão dos mouros
da Espanha, os mouros em Portugal desceram para o sul e foram
definitivamente expulsos no ano de 1452, pouco tempo antes das
grandes descobertas portuguesas.
Como os lusitanos, após a mistura das
línguas, vinda dos celtas, dos romanos e outros povos, falavam o
lusitano arcaico, que depois com o palavreado dos mouros nessa
mistura linguística, surgiu o português arcaico e daí nos
primórdios do século XV, começou a surgir o português moderno,
firmado pelo maior mestre da língua portuguesa: Luiz Vaz de
Camões.
Portanto, nós portugueses e
luso-descendentes, somos produtos de um tempo memorável e de lutas
intensas, criando na mentalidade portuguesa/lusitana, um povo
lutador, empreendedor, que avançando pelo mundo afora criou
países, criou a língua mais bonita do mundo, estendeu a sua
amabilidade, a sua beleza cultural, musical, fez 8 países
maravilhosos com quase 300 milhões de habitantes e o principal,
marcou definitivamente Portugal como o maior país descobridor,
criando o Brasil na imensidão da América Latina. E eu, como
luso-descendente direto, tenho o orgulho de poder dizer que eu sou
"Brasileiro pelo sol e Português pelo sangue".
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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