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Macau, hoje é a "Região Administrativa
Especial da República Popular da China", e desde o dia 20 de
Dezembro de 1999, conforme acordo realizado entre Portugal e a
China, que devolveu esse pedaço de Portugal para o país asiático.
Macau foi colonizada e administrada por
Portugal por mais de 400 anos, desde o século 16, ao cujo povo foi
dada a cultura lusitana, transformando essa terra no que ela é
hoje, um magnífico centro turístico e com um setor de jogo
avançado, propriciando uma elevada economia a esse hoje Macau
administrado pelos chineses.
Esse pedaço de terra é constituido por
essa "Península de Macau", com mais duas ilhas, a "Taipa" e a "Coloane",
as quais foram ligadas à península por um gigantesco aterro ou
seja o istmo de Cotai e assim sendo contando com uma superficie de
28,6 km2. Macau está, portanto, localizado na costa meridional da
China continental e continua a efetuar aterros para aumentar o seu
porte físico, e hoje tem mais de 600 mil habitantes.
O nome de Macau em português,
provavelmente, veio do lugar em que os navegadores portugueses
chegavam "Baia de A-Ma-Gao", daí derivando para Amacao e por fim
Macau, todavia, antes do século 16, essa península era ocupada por
pescadores que vinham da região de "Cantão", os quais chegaram a
construir nessa época um templo de nome "Kun Iam".
Após tantos anos sob a égide de
Portugal, na virada do século 19 para o século 20, foi criada uma
moeda própria que obteve o nome de "Patacas", símbolo que tanto em
Portugal como no Brasil, dizia-se sobre o dinheiro "quantas
patacas a pessoa tinha".
Quando ocorreu em 1974 a famosa
"Revolução dos Cravos" em Portugal, determinando a independência
de todas as colônias portuguesas, tanto na África, como na Ásia, a
China não aceitou essa independência e optou por um acordo amigal,
o que foi efetuado em 13 de Abril de 1987, com garantias a Macau
com um determinado graú de autonomia, com a economia, e com a
própria "Língua Portuguesa".
A população desse ex-território
português tem como nacionalidade chinesa 95% dos habitantes, sendo
que a portuguesa na região é tão somente com 2%, e a sua língua
oficial é cantonês com 85% e o português com 3% e o restante de
outras nacionalidades. A respeito da religião, temos o
Confucionismo, o Budismo, o Taoismo, Catolicismo, islamismo,
protestantismo e outras pequenas fés, no entanto, a maioria é
budista.
A língua "Macauense", evidentemente como
não podia deixar de ser, como aconteceu em Portugal, com os
Celtas, romanos, lusitanos, mouros e no Brasil, com o português,
tupi e guarani, também sinalizou a sua língua numa mistura, que
demonstra a entrada do português em sua língua diária, como
veremos a seguir, por uma poesia local, ou seja:
CASA MACAISTA,
(CASA PORTUGUESA)
Unga casa Macaista, vôs olá,
Têm carinho na pobréza;
Si têm gente batê porta, pôde intrá,
Vêm comê co nós na mesa,
Gente pobre, gente rico sã gostá,
Cativá tudo visita.
Masqui-seza unga casita,
Têm su chiste co alegria,
Tudo ora, tudo dia.
Mêsa co toália bordado,
Vaso du fula na chám;
Pisunto-China bafado,
Têm galinha, têm capám.
Porco bal'chám pam tamarinho,
Vaca chachaú maragoso;
Unga caneca co vinho,
Quánto bebinga sabroso,
Unga Casa Macaista, fazê vista,
Sã fazê vista unga casa Macaista.
Na cidade de São Paulo, tem uma
brilhante associação que responde pela maravilha que é Macau, a
qual leva a todos cidadãos brasileiros, portugueses e
luso-descendentes, essa maravilha que se chama MACAU, OBRA PRIMA
DE PORTUGAL NA ÁSIA, e é a "ASSOCIAÇÃO DA CASA DE MACAU", na Rua
Mario Martins de Almeida, 210 Interlagos, São Paulo- SP.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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