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Por Adriano da Costa Filho*


Terça - feria | 16 MAR 10

Coluna Luso-Descendente
Macau - Obra prima de Portugal na Ásia

Macau, hoje é a "Região Administrativa Especial da República Popular da China", e desde o dia 20 de Dezembro de 1999, conforme acordo realizado entre Portugal e a China, que devolveu esse pedaço de Portugal para o país asiático.

Macau foi colonizada e administrada por Portugal por mais de 400 anos, desde o século 16, ao cujo povo foi dada a cultura lusitana, transformando essa terra no que ela é hoje, um magnífico centro turístico e com um setor de jogo avançado, propriciando uma elevada economia a esse hoje Macau administrado pelos chineses.

Esse pedaço de terra é constituido por essa "Península de Macau", com mais duas ilhas, a "Taipa" e a "Coloane", as quais foram ligadas à península por um gigantesco aterro ou seja o istmo de Cotai e assim sendo contando com uma superficie de 28,6 km2. Macau está, portanto, localizado na costa meridional da China continental e continua a efetuar aterros para aumentar o seu porte físico, e hoje tem mais de 600 mil habitantes.

O nome de Macau em português, provavelmente, veio do lugar em que os navegadores portugueses chegavam "Baia de A-Ma-Gao", daí derivando para Amacao e por fim Macau, todavia, antes do século 16, essa península era ocupada por pescadores que vinham da região de "Cantão", os quais chegaram a construir nessa época um templo de nome "Kun Iam".

Após tantos anos sob a égide de Portugal, na virada do século 19 para o século 20, foi criada uma moeda própria que obteve o nome de "Patacas", símbolo que tanto em Portugal como no Brasil, dizia-se sobre o dinheiro "quantas patacas a pessoa tinha".

Quando ocorreu em 1974 a famosa "Revolução dos Cravos" em Portugal, determinando a independência de todas as colônias portuguesas, tanto na África, como na Ásia, a China não aceitou essa independência e optou por um acordo amigal, o que foi efetuado em 13 de Abril de 1987, com garantias a Macau com um determinado graú de autonomia, com a economia, e com a própria "Língua Portuguesa".

A população desse ex-território português tem como nacionalidade chinesa 95% dos habitantes, sendo que a portuguesa na região é tão somente com 2%, e a sua língua oficial é cantonês com 85% e o português com 3% e o restante de outras nacionalidades. A respeito da religião, temos o Confucionismo, o Budismo, o Taoismo, Catolicismo, islamismo, protestantismo e outras pequenas fés, no entanto, a maioria é budista.

A língua "Macauense", evidentemente como não podia deixar de ser, como aconteceu em Portugal, com os Celtas, romanos, lusitanos, mouros e no Brasil, com o português, tupi e guarani, também sinalizou a sua língua numa mistura, que demonstra a entrada do português em sua língua diária, como veremos a seguir, por uma poesia local, ou seja:

CASA MACAISTA,
(CASA PORTUGUESA)

Unga casa Macaista, vôs olá,
Têm carinho na pobréza;
Si têm gente batê porta, pôde intrá,
Vêm comê co nós na mesa,
Gente pobre, gente rico sã gostá,
Cativá tudo visita.
Masqui-seza unga casita,
Têm su chiste co alegria,
Tudo ora, tudo dia.

Mêsa co toália bordado,
Vaso du fula na chám;
Pisunto-China bafado,
Têm galinha, têm capám.
Porco bal'chám pam tamarinho,
Vaca chachaú maragoso;
Unga caneca co vinho,
Quánto bebinga sabroso,
Unga Casa Macaista, fazê vista,
Sã fazê vista unga casa Macaista.

Na cidade de São Paulo, tem uma brilhante associação que responde pela maravilha que é Macau, a qual leva a todos cidadãos brasileiros, portugueses e luso-descendentes, essa maravilha que se chama MACAU, OBRA PRIMA DE PORTUGAL NA ÁSIA, e é a "ASSOCIAÇÃO DA CASA DE MACAU", na Rua Mario Martins de Almeida, 210 Interlagos, São Paulo- SP.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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