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O mesmo fenômeno aconteceu em Angola ao
compararmos com o Brasil, com características idênticas nas
grandes descobertas lusitanas em torno do mundo ou seja,
descoberta por ousados navegadores e colonização. Embora o Brasil
ficasse menos anos sob domínio português em torno de 222 anos,
Angola teve como descobridor o explorador Diogo Cão, e antes da
descoberta do Brasil no século XV, e permaneceu como colônia
portuguesa até a independência em 1975, ficando como colônia por 5
séculos, todavia, Portugal sempre enviou recursos e transformou
esse maravilhoso país num dos mais modernos países da África.
O nome Angola vem de uma palavra de
língua antiga da região,o “Bantu N’gola”, e hoje tem uma população
estimada em torno de 17 milhões de pessoas, tendo como capital
Luanda (São Paulo de Luanda) e a sua moeda é o “ Kwanza” e
naturalmente a sua língua oficial é a “Língua Portuguesa”, sendo o
seu regime Republicano.
Na sua formação administrativa, Angola
tem 18 províncias, com nomes evidentemente derivados da língua
original, ou seja: Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Kuando/Kubango,
Kwanza Norte, Kwanza Sul, Cunene, Huambo, Huilla, Luanda Norte,
Luanda Sul, Malanje, Moxico, Namibe, Ulge e Zaire, sendo que o
Território de Cabinda é separado de Angola e nele é que se
encontram os maiores poços petrolíferos de Angola.
Um fato muito interessante aconteceu no
ano de 1648, um cidadão luso-brasileiro de nome Salvador Correia
de Sá, sabendo que os holandeses haviam invadido Angola, organizou
no Rio de Janeiro uma frota de quinze navios com mais ou menos
2.000 homens e rumou para Angola, expulsando os holandeses,
evidentemente amparado pelos portugueses e colonos do Brasil.
A localização de Angola fica entre a
Namíbia e o Congo, como faz fronteiras com a República Democrática
do Congo e a Zâmbia, e a principal fonte de agrícola é o café, a
seguir a cana de açúcar, milho, óleo, e outros, também é rica em
minerais.
Embora a Língua Oficial seja a Língua
Portuguesa, com uma bela pronuncia, entre o português de Portugal
e do Brasil, existem outros dialetos locais, como o “Umbundo”,
falado por quase 30% dos angolanos, e já o “Quimbundo" é falado
por 20% da população.
Os “angolanos” tem uma música especial,
como também a dança, são versáteis na sua arte e com diversos
estilos musicais, sendo os principais o “Semba”, a “Kizomba” e o “Kuduro”,
geralmente a sua música tem uma semelhança com o samba brasileiro,
e uma sonoridade muito bonita e um dos maiores expoentes dessa
música, foi o “Duo Ouro Negro”, com canções muito lindas, embora
tenha um plêiade de bons artistas, tanto para as músicas locais,
como as músicas de Portugal.
Em razão da Televisão, o Brasil é
imensamente conhecido em Angola, com tvs brasileiras levando
programas diários, bem como, o futebol do Brasil e pelo que é
deduzido eles adoram muito o Brasil.
O regime político de Angola é
“Presidencial”, onde tem o Presidente, o Primeiro Ministro e o
Conselho de Ministros, sendo que, os governadores das Províncias
são nomeados pelo Presidente e existem também 140 municípios no
país.
O clima da Angola é imensamente variado,
nas mais diversas regiões do país, a faixa costeira é temperada e
os verões são quentes e secos.
A população de Angola é composta na sua
maioria, 90% de negros africanos e 10% entre brancos e mulatos,
sendo que a população branca diminuiu bastante após 1975, uma vez
que houve um imigração para o Brasil dos países africanos de
língua portuguesa em torno de quase 300 mil pessoas, ocorrida em
1975, época da Independência de Portugal.
Portanto, Angola, tornou-se um país
maravilhoso, com sua capital Luanda, esplendorosa, linda, com seus
grandiosos prédios e uma população sempre alegre, inveterados
dançarinos e cantores de suas lindas músicas.
Portugal, mais uma vez contribuiu para a
grandeza desse país africano, deixando várias relíquias para esse
maravilhoso povo, que com sua Língua Portuguesa, enriquece os oito
países dessa língua maravilhosa que hoje já está em torno de quase
300 milhões que falam e escrevem na Língua de Portugal.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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