|
Muita coisa ouvimos e lemos sobre as
"Origens da Nacionalidade Portuguesa", todavia, como é um tema
muito controverso, vamos tentar mostrar algo a respeito disso.
Todos nós, portugueses, luso-descendentes e brasileiros, sempre
ouvimos e lemos assuntos a respeito, mormente, porque foram tantas
coisas que aconteceram que muitas vezes torna-se um embaralhamento,
e com milhões de pessoas que falam e escrevem na Língua
Portuguesa, ficam sem ter uma noção das coisas acontecidas. Foram
tantas que na realidade vamos tentar reduzir e explanar esses
acontecimentos.
O nosso mundo teve várias eras, segundo os historiadores
científicos, e houve uma delas, o "Neolítico" em qual houve uma
grande movimentação de povos que existiam nesse período, por volta
de uns 10 mil anos atrás, esses povos eram oriundos da África e
invadiram a região da Ibéria, que por ser perto do continente
africano, uma vez que, era só atravessar o "Estreito de
Gibraltar", há uns 800 metros entre Àfrica e Europa, conseguiram
invadir e espalhar-se pelo continente europeu, mormente na região
onde hoje é Portugal e Espanha.
Desses tempos antigos, evidentemente
nada ficou, escritores e muitas teses surgiram, todavia, a
realidade começou a ser conhecida por volta de 1.000 anos "Antes
de Cristo" quando um povo nórdico veio avançando e chegou à essas
terras, começou uma espécie de miscigenação de raças, posto que,
eles eram nórdicos, e a mistura começou, com os povos vindos da
Àfrica, com os que por essas regiões habitavam. Esses povos que
vieram eram os Celtas, teoricamente mais avançados culturalmente,
e que trouxeram alentos culturais para os povos existentes e
naturalmente como eram mais avançados dominaram em todos os ramos
os povos existentes, e assim sendo, podemos até considerar que nós
somos os descendentes diretos dos Celtas.
Como havia nesses tempos pouca população
terrestre, grandes áreas e litorâneas não eram habitadas e povos
vindos de outros lugares chegavam e ficavam por muitos anos e até
séculos, o que aconteceu no litoral de Portugal, como exemplo com
os gregos, que por ali chegaram no século 7 A.C. e os povos ali
existentes assimilaram a sua cultura e a sua técnica, mormente por
serem comerciantes. Até pode-se citar o fato de que a palavra
LISBOA deriva do grego, ou seja "OLISIPO", uma corruptela do
grande herói grego Ulisses, ulissbon e ai por diante até chegar à
palavra LISBOA.
Assim os vários povos por ali
existentes, os lusitanos, os iberos, os celtas e outros, na
miscigenação de raças, surgiu a raça "Celtibera", que prosseguiu
por vários séculos, até que surgiu a invasão romana, com suas
artes guerreiras implacáveis. E no século 300 A.C. invadiram a
então Península Ibérica e ficaram na Lusitânia, ali permanecendo
por 1.000 anos seguidos, todavia, trazendo a sua própria língua, o
Latim, a jurisprudência e outras partes culturais, e com a língua
latina e a mistura com o lusitano, começou a surgiu um português
muito rudimentar.
No ano 711 da nossa era, as tropas
romanas foram expulsas da Península Ibérica, pelas hordas mouras,
que atravessaram o estreito de Gibraltar e expulsaram os romanos,
ficando no seu lugar e então começaram a misturar a sua língua,
com o já existente antigo português. Os "mouros", que vieram da
Mauritânia e do Marrocos, foi um povo que trouxe muita coisa para
os lusitanos e naturalmente a mistura com a raça existente, uma
vez que havia a soldadesca, os magistrados, e aí começou novamente
a miscigenação com os lusitanos, formando naturalmente o novo povo
português, tornando a Lusitânia mais forte ainda, culminando os
mouros com a sua expulsão definitiva no ano de 1451, uma vez que,
já no começo do milênio 1000, ou seja em 1179, foi proclamada a
formação de um novo país, o PORTUGAL ETERNO, por obra do infante
D. Afonso Henriques, o qual continuou a lutar e quase 300 anos
depois as tropas portuguesas os expulsaram definitivamente em
1452. E já existindo o português arcaico em razão das misturas
lingüistas, e que o nosso mais poeta Luiz Vaz de Camões, ajustou a
nossa querida Língua Portuguesa.
Já no ano de 1520, por obra dos reis da
Espanha, que expulsou os judeus, 100 mil deles entraram em
território português ao norte do país, e os reis da época deram um
ultimato, ou vão para a África ou ficam em Portugal e têm que
mudar de nome e de religião, e assim aconteceu. Os judeus que
aderiram tornaram-se os "cristãos novos", abdicando da religião e
passaram a escolher nomes de animais e plantas, e surgiram então
os nomes: Moreira, Pereira, Laranjeira, Silveira, Silva, Cerejeira
e outros, e Lobo, Leão, Formiga, Coelho, e outros, e naturalmente
nos primeiros 100 anos, por esses nomes conheciam-se as suas
origens, o que não representa no dia de hoje. Do mesmo modo, por
ordem dos reis aconteceu também com eles, e mudaram de nome e
tivemos os nomes de locais, profissões e com o prefixos "Al", e
assim surgiram os cristãos novos também e nomes como: Almeida,
Albuquerque, Alberto, Praça, Costa, Ferreira, e outros, e da mesma
maneira não representam também no dia de hoje essa descendência
nominal.
Portanto, por aí vemos quão grandiosa
foi a mistura milenar do povo de Portugal, os portugueses, os
lusitanos, os celtas, etc...
Agora eu, luso-descendente direto, pois
que meus pais são portugueses, de Carção/Vimioso e Rio
Frio/Bragança, sou brasileiro pelo Sol e Português pelo Sangue, e
por orgulho da descendência, quis ter dupla nacionalidade e não
consegui, alegaram que todos documentos estavam em ordem, mas, só
porque o nome de minha avó tinha uma letra trocada, negaram essa
possibilidade, e vejo hoje em dia darem a nacionalidade portuguesa
para jogadores de futebol que jogam em Portugal e nem tem
descendência alguma, o que para mim é uma tristeza imensa, mas,
por essas explicações poderemos ver quão bela foi a formação desse
povo milenar, da qual faço parte com muito orgulho.
Aí temos a beleza fantástica do nosso
QUERIDO E ETERNO PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
|