>> OPINIÃO COLUNAS

 

 

AUMENTAR FONTE

F

F

F

F

Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 02 DEZ 09

Coluna Luso-Descendente
Origens da Nacionalidade Portuguesa

Muita coisa ouvimos e lemos sobre as "Origens da Nacionalidade Portuguesa", todavia, como é um tema muito controverso, vamos tentar mostrar algo a respeito disso. Todos nós, portugueses, luso-descendentes e brasileiros, sempre ouvimos e lemos assuntos a respeito, mormente, porque foram tantas coisas que aconteceram que muitas vezes torna-se um embaralhamento, e com milhões de pessoas que falam e escrevem na Língua Portuguesa, ficam sem ter uma noção das coisas acontecidas. Foram tantas que na realidade vamos tentar reduzir e explanar esses acontecimentos.
O nosso mundo teve várias eras, segundo os historiadores científicos, e houve uma delas, o "Neolítico" em qual houve uma grande movimentação de povos que existiam nesse período, por volta de uns 10 mil anos atrás, esses povos eram oriundos da África e invadiram a região da Ibéria, que por ser perto do continente africano, uma vez que, era só atravessar o "Estreito de Gibraltar", há uns 800 metros entre Àfrica e Europa, conseguiram invadir e espalhar-se pelo continente europeu, mormente na região onde hoje é Portugal e Espanha.

Desses tempos antigos, evidentemente nada ficou, escritores e muitas teses surgiram, todavia, a realidade começou a ser conhecida por volta de 1.000 anos "Antes de Cristo" quando um povo nórdico veio avançando e chegou à essas terras, começou uma espécie de miscigenação de raças, posto que, eles eram nórdicos, e a mistura começou, com os povos vindos da Àfrica, com os que por essas regiões habitavam. Esses povos que vieram eram os Celtas, teoricamente mais avançados culturalmente, e que trouxeram alentos culturais para os povos existentes e naturalmente como eram mais avançados dominaram em todos os ramos os povos existentes, e assim sendo, podemos até considerar que nós somos os descendentes diretos dos Celtas.

Como havia nesses tempos pouca população terrestre, grandes áreas e litorâneas não eram habitadas e povos vindos de outros lugares chegavam e ficavam por muitos anos e até séculos, o que aconteceu no litoral de Portugal, como exemplo com os gregos, que por ali chegaram no século 7 A.C. e os povos ali existentes assimilaram a sua cultura e a sua técnica, mormente por serem comerciantes. Até pode-se citar o fato de que a palavra LISBOA deriva do grego, ou seja "OLISIPO", uma corruptela do grande herói grego Ulisses, ulissbon e ai por diante até chegar à palavra LISBOA.

Assim os vários povos por ali existentes, os lusitanos, os iberos, os celtas e outros, na miscigenação de raças, surgiu a raça "Celtibera", que prosseguiu por vários séculos, até que surgiu a invasão romana, com suas artes guerreiras implacáveis. E no século 300 A.C. invadiram a então Península Ibérica e ficaram na Lusitânia, ali permanecendo por 1.000 anos seguidos, todavia, trazendo a sua própria língua, o Latim, a jurisprudência e outras partes culturais, e com a língua latina e a mistura com o lusitano, começou a surgiu um português muito rudimentar.

No ano 711 da nossa era, as tropas romanas foram expulsas da Península Ibérica, pelas hordas mouras, que atravessaram o estreito de Gibraltar e expulsaram os romanos, ficando no seu lugar e então começaram a misturar a sua língua, com o já existente antigo português. Os "mouros", que vieram da Mauritânia e do Marrocos, foi um povo que trouxe muita coisa para os lusitanos e naturalmente a mistura com a raça existente, uma vez que havia a soldadesca, os magistrados, e aí começou novamente a miscigenação com os lusitanos, formando naturalmente o novo povo português, tornando a Lusitânia mais forte ainda, culminando os mouros com a sua expulsão definitiva no ano de 1451, uma vez que, já no começo do milênio 1000, ou seja em 1179, foi proclamada a formação de um novo país, o PORTUGAL ETERNO, por obra do infante D. Afonso Henriques, o qual continuou a lutar e quase 300 anos depois as tropas portuguesas os expulsaram definitivamente em 1452. E já existindo o português arcaico em razão das misturas lingüistas, e que o nosso mais poeta Luiz Vaz de Camões, ajustou a nossa querida Língua Portuguesa.

Já no ano de 1520, por obra dos reis da Espanha, que expulsou os judeus, 100 mil deles entraram em território português ao norte do país, e os reis da época deram um ultimato, ou vão para a África ou ficam em Portugal e têm que mudar de nome e de religião, e assim aconteceu. Os judeus que aderiram tornaram-se os "cristãos novos", abdicando da religião e passaram a escolher nomes de animais e plantas, e surgiram então os nomes: Moreira, Pereira, Laranjeira, Silveira, Silva, Cerejeira e outros, e Lobo, Leão, Formiga, Coelho, e outros, e naturalmente nos primeiros 100 anos, por esses nomes conheciam-se as suas origens, o que não representa no dia de hoje. Do mesmo modo, por ordem dos reis aconteceu também com eles, e mudaram de nome e tivemos os nomes de locais, profissões e com o prefixos "Al", e assim surgiram os cristãos novos também e nomes como: Almeida, Albuquerque, Alberto, Praça, Costa, Ferreira, e outros, e da mesma maneira não representam também no dia de hoje essa descendência nominal.

Portanto, por aí vemos quão grandiosa foi a mistura milenar do povo de Portugal, os portugueses, os lusitanos, os celtas, etc...

Agora eu, luso-descendente direto, pois que meus pais são portugueses, de Carção/Vimioso e Rio Frio/Bragança, sou brasileiro pelo Sol e Português pelo Sangue, e por orgulho da descendência, quis ter dupla nacionalidade e não consegui, alegaram que todos documentos estavam em ordem, mas, só porque o nome de minha avó tinha uma letra trocada, negaram essa possibilidade, e vejo hoje em dia darem a nacionalidade portuguesa para jogadores de futebol que jogam em Portugal e nem tem descendência alguma, o que para mim é uma tristeza imensa, mas, por essas explicações poderemos ver quão bela foi a formação desse povo milenar, da qual faço parte com muito orgulho.

Aí temos a beleza fantástica do nosso QUERIDO E ETERNO PORTUGAL.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

© 2003-2008 Jornal Mundo Lusíada - Todos os direitos reservados.

Artigos assinados não exprimem propriamente a opinião do Mundo Lusíada Online.
Colunas e textos de opinião com assinatura são de responsabilidade de seus autores.