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Falar de Guerra Junqueiro é o mesmo que
estar ao pé do altar, emoção incontida, desse mestre dos mestres
de Portugal. Mas, urge-se a necessidade de colocarmos alguma coisa
sobre o imortal poeta.
Abilio Manuel Guerra Junqueiro, o nosso
poeta "Guerra Junqueiro", nasceu em Trás-os-Montes, em "Freixo de
Espada à Cinta" um concelho e muito tradicional em terras
lusitanas. Ele nasceu no dia 17 de Setembro de 1850 nessa aldeia e
veio a falecer no dia 07 de Julho de 1923, na cidade de Lisboa.
Guerra Junqueiro foi exatamente o que
todo poeta gostaria de ser, emérito declamador e as suas poesias
magistrais em todos pontos de vista, sonhador, pensador perfeito,
na poesia, no poema, nos versos e nas estrofes. Tudo que escreveu,
tanto na poesia como na escrita, era fundamental no pensamento
humano e levava ao coração do leitor toda gama de sua fantástica
intelectualidade, reconhecida por todos mestres da poesia e
escrita de Portugal.
Ele formou-se bacharel em Direito na
Universidade de Coimbra e esteve no alto astral político, como
deputado, jornalista, poeta e escritor, foi um emérito jornalista.
Autor de inúmeros livros em sua vida atuante, os mais fantásticos
e belos livros editados pela sua nobre arte poética, tais como:
Pátria, Prosas Dispersas, Os Simples, Contos para a Infância, A
Velhice do Padre Eterno, Horas de Combate, Horas de Luta, Poesias
Dispersas, A Musa em Férias, A Morte de D.João em dois volumes, e
Vibrações Líricas, onde mostrou toda a sua gama poética.
Eu era mudo
e só na rocha de granito.
Por sobre a minha fronte
a sombra do Infinito.
Em volta a solidão,
e o mar junto a meus pés
Cantando um hino igual
aos hinos de Moisés.
Vinha tombando a noite.
Escuridão sem fim:
Negra como o terror,
triste como Caim.
A abóboda celeste
ameaçadora e bruta,
Tinha o ar concentrado,
o ar de quem escuta.
A treva, espião de Deus,
imensa indefinida,
Vinha apagar a luz
e espreitar a vida.
Uma coisa mais linda do que essa poesia, magistral, poética,
emocionante, tudo que um poeta poderia escrever.
Eu interrogo os segredos
das coisas mudas sombrias,
a fala dos arvoredos
e o canto das cotovias.
Sei cantigas misteriosas,
cantigas de endoidecer,
que os silfos dizem às rosas
e a rosas me vem dizer.
Estonteante, indescritível, emocionante, espelhando o que os
nossos corações gostariam de dizer.
Depois dessa explanação e mostra de uma
pequenina parcela de suas poesias, nada mais a dizer, a não ser
que ele pode ser considerado um mestre dos mestres, entre outros
magistrais poetas da língua portuguesa em todos os tempos.
Guerra Junqueiro, glorioso e mestre eterna das poesias lusitanas,
para glória do nosso querido e eterno Portugal.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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