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Todos nós, portugueses e descendentes,
sempre ouvimos a palavra "lusitano, lusitana, luso, lusa,
lusíadas”, o nosso magnífico jornal "Mundo Lusíada", e nos
encantamos com as mesmas. Para que possamos ter uma visão do que
elas significam, vamos caminhar para milhares de anos atrás e
mostrar o que foi essa beleza significante.
A "Lusitânia" era o território onde está
fincado o nosso Portugal, nessa região viviam os lusitanos e o
centro desse reino estava localizado no que hoje fica a "Beira
Interior" (as Beiras Alta e Baixa) e banhada pela Serra da
Estrela.
Os Celtas foi um povo que veio do centro
da Europa e invadiram a península Ibérica por volta do ano 446
antes de Cristo, localizando-se nos territórios mais ao norte de
Portugal e na Galiza.
Como aconteceu na descoberta do Brasil
pelos portugueses, que aqui chegaram, existiam tribos de
indígenas, como os "tupis", os "guaranis" etc., o mesmo aconteceu
em Portugal, quando invasores chegavam, o que era muito comum
naqueles tempos, encontravam da mesma maneira, se assim podemos
dizer, povos ali fixados, como os lusitanos, os iberos, os celtas,
estes precursores dos lusitanos a eles dando a origem.
No ano de 218 a.C., os romanos invadiram a península ibérica, eles
eram um povo de maior conhecimento guerreiro e invadiram a
Lusitânia, e que acabaram ficando por 1000 anos, vejam bem, 1000
anos, um tempo gigantesco, obrigando aqueles povos dali a enviar
quotas de mercadorias para Roma, chegando Lisboa a ser o maior
município romano de todos os tempos, todavia, essa palavra
"Lisboa" evidentemente na época tinha outro nome, derivando do
grego Ulisses ou seja "Olisipo".
Nesse tempo, uma época guerreira, os
lusitanos não aceitaram muito os romanos e houve grandiosas
batalhas, sempre surgindo grandes guerreiros lusitanos, como
Viriato nascido em 180 a.C. em Lobriga, atual Loriga, na Serra da
Estrela, todavia, já nos anos de 155, 154, 153, 150 a.C. vários
guerreiros já tinha infringido várias derrotas às tropas romanas.
No ano de 147 a.C. Viriato é eleito
chefe dos lusitanos e as suas ordas lusitanas infringem grandes
derrotas aos romanos, como também nos anos de 146 e 142 a.C. da
mesma forma, porém, no ano de 140 a.C. após impor grandes derrotas
aos romanos, houve um acordo e a paz começou e os romanos deixaram
os lusitanos viverem em paz. Todavia, uma ordem foi dada por Roma,
para liquidar Viriato, e ele foi morto durante a noite quando
dormia em sua tenda, no ano de 139 a.C.
Após esse período, houve uma grande
calmaria, os romanos no ano 19 a.C. fizeram a demarcação da
Lusitânia, ao norte ficava a Galiza, que tinha o nome de Callaecia
e as suas fronteiras chegavam até a atual Toledo na Espanha, que
tinha o nome de Tolletum.
Dentro dos anos de 155-138 a.C., houve
na realidade a guerra Lusitana, uma vez que, em 155 a.C., um grupo
gigantesco de lusitanos, acompanhados dos "vetões", outro grupo
guerreiro e chefiados por "Púnico" e mais tarde por "Césaro",
fizeram ataques contundentes aos romanos, todavia, não eram na
realidade exércitos rebeldes, mas sim, grupos desorganizados que
frequentemente atacavam posições romanas, com a finalidade de
conseguir locais para se estabelecerem.
Nessa altura, duas vezes os lusitanos e
romanos haviam se composto, no entanto, os romanos os traíram e
mataram 8.000 lusitanos e o guerreiro lusitano "Viriato", que
havia sido composto como chefe, e como fora sobrevivente da
primeira chacina, ele, com seu grupo, conseguiu atrair o
governador romano e o liquidou, mas, os romanos enviaram um
exército muito forte e com a ajuda de elementos celtiberos os
traidores foram derrotados. Finalmente no ano de 138 a.C, houve
uma grande campanha militar romana em todo território lusitano e
com a fortificação de Olisipo (Lisboa), houve o abastecimento às
tropas romanas, as regiões do Algarve e Alentejo acabaram se
sujeitando ao domínio romano.
Como vemos, nós lusitanos tivemos no
nosso cerne e no nosso inconsciente coletivo, herdado desse povo
guerreiro e invencível, que após anos e anos de batalhas
conseguiram impor a Lusitânia. Evidentemente sofreram novamente
com a invasão dos "mouros", povo que veio do norte da África, da
Mauritânia e do Marrocos, os quais ficaram por 700 anos, desde 711
até 1452 de nossa era, porém, durante 1000 anos se sujeitaram à
dominação romana, sempre altivos e desse povo invasor conseguiram
assimilar a sua cultura, a sua língua, o "Latim", e que misturada
com os termos celtas, iberos e lusitanos, formaram o "Lusitano
arcaico", o qual derivou para o "português arcaico", que na era do
mestre da nossa língua Luis Vaz de Camões nos anos 1500 de nossa
era, firmou o nosso lindo idioma o "Português" moderno, a língua
falada por 300 milhões de seres humanos, a única língua na qual
uma pessoa que a fala consegue perfeitamente, também, falar outras
línguas, uma vez que é labial e não gutural.
Podemos ter certeza de que devemos essa
glória toda do Portugal moderno e o rei das descobertas mundiais,
que modificou o mapa terrestre, a esses heróicos guerreiros
lusitanos de eras longínquas, a essa magistral e imortal
"LUSITÂNIA" para também honra e glória ao nosso querido e eterno
PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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