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Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 23 SET 09

Coluna Luso-Descendente
“O Reino da Lusitânia, a terra ancestral de Portugal”

Todos nós, portugueses e descendentes, sempre ouvimos a palavra "lusitano, lusitana, luso, lusa, lusíadas”, o nosso magnífico jornal "Mundo Lusíada", e nos encantamos com as mesmas. Para que possamos ter uma visão do que elas significam, vamos caminhar para milhares de anos atrás e mostrar o que foi essa beleza significante.

A "Lusitânia" era o território onde está fincado o nosso Portugal, nessa região viviam os lusitanos e o centro desse reino estava localizado no que hoje fica a "Beira Interior" (as Beiras Alta e Baixa) e banhada pela Serra da Estrela.

Os Celtas foi um povo que veio do centro da Europa e invadiram a península Ibérica por volta do ano 446 antes de Cristo, localizando-se nos territórios mais ao norte de Portugal e na Galiza.

Como aconteceu na descoberta do Brasil pelos portugueses, que aqui chegaram, existiam tribos de indígenas, como os "tupis", os "guaranis" etc., o mesmo aconteceu em Portugal, quando invasores chegavam, o que era muito comum naqueles tempos, encontravam da mesma maneira, se assim podemos dizer, povos ali fixados, como os lusitanos, os iberos, os celtas, estes precursores dos lusitanos a eles dando a origem.
No ano de 218 a.C., os romanos invadiram a península ibérica, eles eram um povo de maior conhecimento guerreiro e invadiram a Lusitânia, e que acabaram ficando por 1000 anos, vejam bem, 1000 anos, um tempo gigantesco, obrigando aqueles povos dali a enviar quotas de mercadorias para Roma, chegando Lisboa a ser o maior município romano de todos os tempos, todavia, essa palavra "Lisboa" evidentemente na época tinha outro nome, derivando do grego Ulisses ou seja "Olisipo".

Nesse tempo, uma época guerreira, os lusitanos não aceitaram muito os romanos e houve grandiosas batalhas, sempre surgindo grandes guerreiros lusitanos, como Viriato nascido em 180 a.C. em Lobriga, atual Loriga, na Serra da Estrela, todavia, já nos anos de 155, 154, 153, 150 a.C. vários guerreiros já tinha infringido várias derrotas às tropas romanas.

No ano de 147 a.C. Viriato é eleito chefe dos lusitanos e as suas ordas lusitanas infringem grandes derrotas aos romanos, como também nos anos de 146 e 142 a.C. da mesma forma, porém, no ano de 140 a.C. após impor grandes derrotas aos romanos, houve um acordo e a paz começou e os romanos deixaram os lusitanos viverem em paz. Todavia, uma ordem foi dada por Roma, para liquidar Viriato, e ele foi morto durante a noite quando dormia em sua tenda, no ano de 139 a.C.

Após esse período, houve uma grande calmaria, os romanos no ano 19 a.C. fizeram a demarcação da Lusitânia, ao norte ficava a Galiza, que tinha o nome de Callaecia e as suas fronteiras chegavam até a atual Toledo na Espanha, que tinha o nome de Tolletum.

Dentro dos anos de 155-138 a.C., houve na realidade a guerra Lusitana, uma vez que, em 155 a.C., um grupo gigantesco de lusitanos, acompanhados dos "vetões", outro grupo guerreiro e chefiados por "Púnico" e mais tarde por "Césaro", fizeram ataques contundentes aos romanos, todavia, não eram na realidade exércitos rebeldes, mas sim, grupos desorganizados que frequentemente atacavam posições romanas, com a finalidade de conseguir locais para se estabelecerem.

Nessa altura, duas vezes os lusitanos e romanos haviam se composto, no entanto, os romanos os traíram e mataram 8.000 lusitanos e o guerreiro lusitano "Viriato", que havia sido composto como chefe, e como fora sobrevivente da primeira chacina, ele, com seu grupo, conseguiu atrair o governador romano e o liquidou, mas, os romanos enviaram um exército muito forte e com a ajuda de elementos celtiberos os traidores foram derrotados. Finalmente no ano de 138 a.C, houve uma grande campanha militar romana em todo território lusitano e com a fortificação de Olisipo (Lisboa), houve o abastecimento às tropas romanas, as regiões do Algarve e Alentejo acabaram se sujeitando ao domínio romano.

Como vemos, nós lusitanos tivemos no nosso cerne e no nosso inconsciente coletivo, herdado desse povo guerreiro e invencível, que após anos e anos de batalhas conseguiram impor a Lusitânia. Evidentemente sofreram novamente com a invasão dos "mouros", povo que veio do norte da África, da Mauritânia e do Marrocos, os quais ficaram por 700 anos, desde 711 até 1452 de nossa era, porém, durante 1000 anos se sujeitaram à dominação romana, sempre altivos e desse povo invasor conseguiram assimilar a sua cultura, a sua língua, o "Latim", e que misturada com os termos celtas, iberos e lusitanos, formaram o "Lusitano arcaico", o qual derivou para o "português arcaico", que na era do mestre da nossa língua Luis Vaz de Camões nos anos 1500 de nossa era, firmou o nosso lindo idioma o "Português" moderno, a língua falada por 300 milhões de seres humanos, a única língua na qual uma pessoa que a fala consegue perfeitamente, também, falar outras línguas, uma vez que é labial e não gutural.

Podemos ter certeza de que devemos essa glória toda do Portugal moderno e o rei das descobertas mundiais, que modificou o mapa terrestre, a esses heróicos guerreiros lusitanos de eras longínquas, a essa magistral e imortal "LUSITÂNIA" para também honra e glória ao nosso querido e eterno PORTUGAL.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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