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Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 15 JUN 09

Coluna Luso-Descendente
“Uma Aldeia Secular: Beleza Infindável de Portugal”

Pia do Urso, é um exemplo para as novas gerações, do que vem a ser essa beleza que é uma Aldeia em Portugal. Já no tempo dos Romanos, o lugar de Pia do Urso era utilizado como passagem, restando na localidade de Alqueidão da Serra (Porto de Mós) um pedaço da via então existente e que servia os grandes povoados, nomeadamente “Olissipo” (Lisboa), "Collipo" (Batalha) e Leiria, vindo a cruzar-se depois na direção de “Bracara Augusta" (Braga) a Mérida, então capital da Lusitânia, e como vemos, assinaladas pelos nomes romanos.

Pia do Urso, localizada na Freguesia de São Mamede, Conselho de Batalha e há 12km de Fátima, é um local carregado de história. Pia do Urso oferece aos visitantes uma paisagem notável, em verdade deslumbrante, onde poderão apreciar também o magnífico trabalho de restauro das habitações típicas da região serrana, em que a pedra e a madeira constituem-se como principais materiais utilizados.

A origem provável do nome de “Pia do Urso”, dizem os mais antigos, que a designação assim ficou a dever ao fato de um urso (por certo um urso ibérico), que aproveitava uma das pias existentes no maciço rochoso para beber água com freqüência. Dada a morfologia do terreno existente, assentada num maciço rochoso calcário, no meio de dezenas de reentrâncias nas rochas designadas por pias, esse local constituía-se como o único de Porto de Mós a Ourém, com grandes quantidades de água.

Já na Idade Média, mais precisamente em 1385, Pia do Urso foi o local de passagem das tropas comandadas por Dom Nuno Álvares Pereira, na caminhada efetuada de Ourém a Porto de Mós, com destino a Aljubarrota, em cujo local ocorreu uma das Batalhas mais decisivas para a afirmação de independência de Portugal.

Cerca de 500 anos mais tarde, o Conselho da Batalha, a Freguesia de São Mamede e em particular o lugar de “Pia do Urso”, foi também ponto de passagem dos militares das invasões francesas, que deixaram um rastro de dizimação de patrimônio e das populações existentes.

Portanto, para quem um dia for a Portugal e quiser ver uma beleza secular, maravilhoso local, maravilhosa aldeia portuguesa, com certeza voltará encantado com a sua beleza fantástica, sendo que, os dados foram recolhidos de Fernando Louro.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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