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Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 02 JUN 09

Coluna Luso-Descendente
“Silva Barreto: Mestre da Poesia Contemporânea”

Silva Barreto, o eminente poeta, fundador e presidente honorário do Movimento Poético Nacional do Brasil, é luso-descendente. E muito disso se orgulha, sendo seus ancestrais de Viana do Castelo e Braga, em Portugal, locais que ele esteve procurando dados para escrever o seu majestoso livro sobre esse passado de sua vida.

A origem da família Barreto é Viana do Castelo, depois foram para Braga, e um de seus ascendentes, Francisco Barreto Falcão, que veio para o Brasil no Século 18, foi para a região de Mariana, onde fixou a raiz da família Barreto no Estado de Minas Gerais. Silva Barreto também esteve em Sintra, Portugal, onde no Palácio Nacional, no seu teto, está o nome da família Barreto, registrando os seus ancestrais lusitanos.

Integrante do Ministério Público, advogado, curador da família, e aposentado como Procurador de Justiça. Fundou o Movimento Poético Nacional, junto com o poeta Menotti Del Picchia, em 20 de outubro de 1976, o qual é hoje um dos maiores grupos associativos do Brasil, em todos os Estados da União, inclusive, com delegados em London/Ontário no Canadá e Lisboa, Portugal. Além disso, fundou o jornal “A Voz da Poesia”, do Movimento Poético Nacional, onde é diretor.

Silva Barreto nasceu em Visconde do Rio Branco, estado de Minas Gerais, onde costuma ir quase sempre, bem como Cabo Frio e Angra dos Reis, locais onde mantém seus negócios particulares e também goza períodos de férias. Casado com Creuza Barreto, artista plástica e diretoria de Patrimônio do Movimento Poético Nacional.

O acervo poético dele é fenomenal, quase incomparável, com 14 livros editados e no seu último livro publicado, “Poesias e Crônicas que ficaram para trás”, além de poesias e sonetos, nos mostra todo tipo de poesias, as clássicas, as objetivistas, que é o seu verdadeiro sonho. Inclusive, divulgou um “Manifesto Objetivista”, as crônicas (Os Enigmas da Poesia), enfim, nos mostrando tudo com relação à poesia e si.

Nesse livro, Silva Barreto nos mostra para o conhecimento o que é a poesia clássica e moderna, gêneros poéticos, a métrica, enfim tudo o que um poeta deseja saber de sua arte e finaliza com crônicas, com elucubrações filosóficas e nada mais podemos dizer, é tudo fantástico e fenomenal. Além dessa parte, Silva Barreto é um declamador da maior forma possível, a sua oratória é espetacular.

Seus livros são dotados de todo tipo de poesias, métricas perfeitas, e sendo mestre na Língua Portuguesa, tudo é escrito dentro dos parâmetros de nossa língua, não existindo qualquer falha, com o português perfeito, que ele sempre exige dos poetas e escritores que fazem parte das associações a que ele pertence.

Ele criou o “Dia Nacional da Poesia” que está fixado no dia 20 de outubro, data conjunta com a criação do Movimento Poético Nacional, onde existiu um decreto fixando essa data. Porém, muitos insistem em grafar esse dia em outra data, o que fez ele verificar que após o dia da sua fixação, não existiu nada decretado para outro dia. Tudo são meras formas de publicação, portanto, o dia correto é mesmo o 20 de outubro como Dia Nacional da Poesia.

A obra de Silva Barreto é bastante extensa, como também, as entidades que ele pertence e os diplomas e honras que lhe foram dadas no decorrer de sua vida poética, e assim sendo vamos mostrar essa beleza significativa:

Livros Editados: A Tragédia da Fonte (versos satíricos); Reticências Luminosas (versos); Problemas Penais Oriundos de Identificação (opúsculo de direito); Projeto para Constituição de Portarias sobre menores (opúsculo de direito); Figuras Anônimas (1ª e 2ª edição); 20 Poemas e Uma Lágrima (poema); O Mau Vizinho (opúsculo de direito); Flores de Sangue (poemas); As Serpentes do Paraíso (contos, crônicas e lendas); Viajando pelo Mundo (descrição de viagem); Patrocínio, o Espártaco de Bronze (opúsculo biográfico); A Família Barreto (genealogia); Símbolos da Hora Amarga (poemas); A Viagem de uma Lágrima e Outros Poemas (poema).

Silva Barreto pertence a várias entidades, todas glorificadas com a sua presença, ou seja: Movimento Poético Nacional - Academia Cristã de Letras - Academia Rio-branquense de Letras - Club des intellectuels Français - Academia Internacionale de Lutéce, França - Associação Paulista do Ministério Público de São Paulo - Associação dos Cavaleiros de São Paulo - Academia e Letras de Brasília - Academia de Letras, Ciências e Artes Ana Amélia do Rio de Janeiro - Instituto Brasileiro Genealógico - Casa do Poeta "Lampião de Gás" de São Paulo - Associação Paulista de Imprensa - União Brasileira de Escritores, e outras entidades.

O número de diplomas, medalhas e troféus praticamente não caberia neste artigo, é tão grande, infindável, e em todos eles o “Emérito Poeta” Silva Barreto é o portador de todas essas relíquias que o coloca no panteão dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos.

Honra e glória a essa pessoa rica em caráter, mestre da poesia e magnífico seguidor da Língua Portuguesa, e esse magistral e emérito poeta luso-descendente, honrou o nome do Brasil e do nosso querido e eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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