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Hoje nós sonhamos com o "Portugal
Eterno", mas existiu uma “pátria suprema”, uma mãe que sofreu em
épocas e eras distantes de nossos tempos, e hoje podemos nos
orgulhar de nosso Portugal. Todavia, ela foi a precursora, lutou
imensamente contra tudo e contra todos, como uma verdadeira mãe
que acalenta seus filhos.
Há uns 10 mil anos atrás, após o período
da idade do gelo, em terras dos vales do Tejo e do Sado, existiam
grupos humanos que por ali fixaram suas vidas, uma vez que, seus
antepassados já haviam escolhido aqueles locais e hoje os geólogos
encontraram restos petrificados de comidas, esqueletos e crânios
em rochas, sendo que, eles já mostravam as suas religiosidades,
enterrando os seus mortos, e graças a isso, podemos hoje saber
algo a respeito desse povo lusitano.
A maior concentração desse povo foi no
"Alto Alentejo" e dali foram infiltrando-se por todo território
lusitano. No referido território ao sul do Tejo, existiam imensas
minas de cobre, e ao norte de estanho, o que foi a razão das
continuas invasões de outros povos. Nas proximidades do Cartaxo,
existe um monumento que é o "Castro de Vila Nova de São Pedro",
cuja fortaleza ainda tem vestígios de "Torres Semi-Cilindricas".
Na "Idade do Bronze", de 2000 a 800 anos antes de Cristo, houve
grandes deslocamentos de imigrantes com a invasão de muita gente
vinda do centro da Europa, como os Celtas, os quais eram de uma
civilização mais avançada, inclusive, conheciam a manipulação do
ferro. Porém, eles se adaptaram aos locais e acabaram os
habitantes da Lusitânia absorvidos pela cultura Celta. Já ao sul
do Tejo habitavam os "Célticos", e no Algarve os "Cónios" e como
também os Celtas foram deslocando-se todos para o Sul.
Portanto, essa junção de povos durante séculos e séculos de irem
se coordenando e absorvendo-se uns aos outros nas terras da
Lusitânia, perdurou até a chegada dos romanos há 300 anos antes de
Cristo, os quais invadiram as terras ibéricas, e daí em frente a
civilização romana encampou a civilização lusitana. Porém, esta
nunca deixou-se dominar completamente pelos invasores, haja vista,
pela atuação do grande guerreiro lusitano Viriato que entre 147 e
139 A.C. conseguiu derrotar muitas tropas romanas. Todavia, devido
ao montante de invasores, os lusitanos foram assimilando a língua
falada dos romanos, o Latim, que misturando palavras de suas
línguas anteriores com o latim, falado pelas ordas romanas, surgiu
uma língua lusitana arcaica.
Após, os romanos ficaram dominando a
Lusitânia por 1000 anos, até o ano 711 da nossa era, quando tropas
vindas da Àfrica, da Mauritânia e do Marrocos, invadindo a
Península Ibérica, derrotaram facilmente as enfraquecidas tropas
romanas. E esses africanos eram os "Mouros", que com sua cultura
trouxeram a riqueza das grandes construções, dos castelos, da arte
poética, da música, que em conjunto com a riqueza dos romanos, que
trouxeram a jurisprudência e a língua latina, enriqueceram o povo
lusitano.
A Lusitânia nunca deixou-se vencer, uma
vez que, um povo dominado por mil anos dos romanos e por 700 anos
dos mouros, até 1452 de nossa era, conseguiu sair-se bravamente,
absorvendo todas essas culturas estranhas, mantendo-se imponente,
até finalmente reorganizarem-se com a criação do nosso Portugal,
no século XII, deram de presente para as populações subseqüentes
esse magistral país, que conseguiu mudar o panorama mundial,
criando países e com sua linda língua, a terceira do mundo, falada
em oito maravilhosos países.
Por essa razão é que os portugueses têm
o grandioso orgulho de serem também chamados de lusitanos, e eu
como descendente direto dessa encantadora pátria lusitana, ser
chamado de LUSO-DESCENDENTE.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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